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68% dos argentinos acreditam que Milei deveria reconhecer a vitória de Lula

Levantamento da consultoria QSocial revela rejeição a posturas do presidente e apoio ao diálogo com o governo brasileiro

27 out 2026 - 14h21
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Resumo
Pesquisa da QSocial revela que 68% dos argentinos defendem que Javier Milei reconheça a vitória de Lula, e 62% querem que ele tome a iniciativa para normalizar os laços bilaterais com o Brasil. O estudo aponta ampla rejeição à diplomacia ideológica do presidente: 65% desaprovam interferências em eleições estrangeiras e 70% priorizam relações internacionais pragmáticas. A busca por diálogo com o país vizinho recebe apoio expressivo inclusive de eleitores de base governista e da oposição.

A maioria da população da Argentina defende que o presidente Javier Milei reconheça formalmente a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil. Além disso, deve adotar medidas concretas para restaurar o diálogo diplomático. É o que revela uma pesquisa nacional realizada pela consultoria QSocial.

Javier Milei
Javier Milei
Foto: Perfil.com / Perfil Brasil

 Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados responderam de forma afirmativa sobre a necessidade do reconhecimento do resultado das urnas brasileiras, enquanto 16% se posicionaram contra e outros 16% declararam não ter opinião formada. Além disso, 62% dos argentinos consideram que Milei deve tomar a iniciativa de normalizar os laços bilaterais, ante 16% que rejeitam a reaproximação e 22% de indecisos.

Rejeição popular aos métodos diplomáticos de Milei e à relação com a imprensa

O estudo da consultoria apurou também uma insatisfação expressiva em relação à condução da política externa e à postura institucional do governo. Ao todo, 65% dos cidadãos desaprovam a interferência em pleitos eleitorais estrangeiros, contra 18% que concordam com tal atitude. O atrito constante com os veículos de comunicação também enfrenta forte resistência interna, com 69% de rejeição à maneira como a imprensa é tratada pelo Executivo, frente a 25% de aprovação. Paralelamente, 70% dos entrevistados sustentam que o chefe de Estado deve priorizar relacionamentos harmoniosos com outras nações, independentemente de orientações ideológicas, enquanto apenas 18% defendem o endurecimento ideológico em detrimento da diplomacia.

Percepção entre os eleitores da base governista

O pragmatismo nas relações internacionais atrai adesão significativa mesmo entre os partidários mais alinhados ao plano governamental. Para 53% dos eleitores governistas, o alinhamento de estado e a manutenção de boas parcerias internacionais precisam prevalecer sobre divergências ideológicas.

O apoio é mais amplo entre os eleitores de Patricia Bullrich e Sergio Massa . Entre os eleitores de Bullrich, 72% querem que Milei reconheça o resultado e 80% querem que ele tome a iniciativa de reconstruir as relações com o Brasil. Entre os eleitores de Massa, as porcentagens sobem para 99% e 89%, respectivamente.

Perfil Brasil
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