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Câncer do papa é "ponto de inflexão" para papado, diz chanceler do Vaticano

27 out 2026 - 15h12
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Resumo
O diagnóstico de câncer de pulmão do papa Leão e sua cirurgia representam um ponto de inflexão que humanizou sua imagem pública, afirmou o chanceler do Vaticano, arcebispo Paul Gallagher. Segundo a equipe médica, o tumor era localizado, parte do pulmão foi removida e não haverá tratamento adicional. Em evento em Roma, Gallagher também abordou a neutralidade da Santa Sé no recente cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e defendeu a continuidade do diálogo com a China na controversa nomeação de bispos.

‌O diagnóstico de câncer de pulmão do papa Leão e sua cirurgia afetaram a forma como os católicos veem sua saúde e seu papado, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Vaticano nesta ⁠terça-feira.

"Isso muda um pouco o panorama", disse o ‌arcebispo Paul Gallagher a jornalistas em um evento em Roma.

Leão, de 71 anos, passou por ‌uma cirurgia em 13 de outubro, ‌na qual parte de um pulmão foi ⁠removida. Seus médicos afirmaram que o câncer era localizado e não havia se espalhado, e que o papa não precisará de tratamento adicional.

Gallagher disse que, dada a idade relativamente jovem de Leão para ‌um papa e sua boa forma física, alguns ‌católicos pensavam que ⁠ele fosse ⁠um papa "Super-Homem".

A doença revelou que Leão "é um pobre mortal como ⁠todos nós", disse ‌o arcebispo.

PERSEVERAR NO DIÁLOGO

Separadamente, ‌Gallagher também abordou o recente cessar-fogo acordado pela Rússia e pela Ucrânia para permitir a entrada de ajuda humanitária na cidade ucraniana de ⁠Oleshky, controlada pela Rússia.

Ele disse que, embora Leão tivesse conversado recentemente tanto com o presidente russo, Vladimir Putin, quanto com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, não acreditava que o ‌Vaticano estivesse envolvido na negociação do cessar-fogo.

"Não creio que tenhamos estado", disse Gallagher.

Ele também falou sobre ⁠o acordo em vigor entre o Vaticano e a China quanto à nomeação de bispos católicos no país comunista e reconheceu "imperfeições" no acordo.

O acordo, assinado pela primeira vez em 2018, dá às autoridades chinesas certa influência sobre quem o papa nomeia como bispos no país.

"Não é fácil, o diálogo não é fácil. As imperfeições do acordo são evidentes, mas há um compromisso de perseverar no diálogo… e é isso que continuará a acontecer", disse Gallagher.

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