10 anos após terremotos na Itália, Papa cobra 'respostas tangíveis e urgentes'
Abalos sísmicos de 2016 destruíram cidades como Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto
Dez anos após os terremotos que devastaram a região central da Itália em 2016, deixando centenas de mortos e desabrigados, o papa Leão XIV cobrou respostas urgentes e tangíveis para as áreas atingidas. Em audiência no Vaticano, o pontífice pediu celeridade, segurança e transparência na reconstrução física e social de cidades como Amatrice e Accumoli, cujas obras ainda não foram concluídas, enfatizando a necessidade de restaurar o senso de comunidade para superar as marcas deixadas pela tragédia.
Por ocasião do aniversário de dez anos dos terremotos que devastaram a região central da Itália, o papa Leão XIV cobrou neste sábado (31) "respostas tangíveis e urgentes" para as cidades que ainda sofrem com os impactos da tragédia de 2016.
Os abalos sísmicos que atingiram diversos municípios das regiões de Abruzzo, Marcas, Lazio e Úmbria deixaram centenas de mortos, milhares de desabrigados e graves danos estruturais por toda a faixa central do país.
"Dez anos após os terremotos, é preciso empenhar todos os esforços para garantir que a reconstrução física ocorra o mais rapidamente possível, de forma segura e transparente. Para que a esperança perdure, ela necessita de perspectiva e da identificação de pontos de referência que orientem a caminhada", declarou o pontífice em audiência no Vaticano com representantes das comunidades afetadas.
Segundo o líder da Igreja Católica, "não é possível recomeçar sem antes reconstruir aquilo que confere sentido e fundamento a uma comunidade; caso contrário, tudo permanece fragmentado e acaba por desmoronar".
Durante o discurso, Leão XIV enfatizou a importância de um processo de reconstrução colaborativo e voltado ao futuro. O religioso, que citou Santa Rita de Cássia, São Bento e São Francisco de Assis como inspirações de restauração, destacou que os eventos de 2016 provocaram "destruições imensas e profunda dor em comunidades inteiras, que ainda carregam essas feridas".
"Para reconstruir, é preciso ter a visão de enxergar, em meio às ruínas, o projeto de um lar e de uma cidade. Trata-se de recomeçar a partir do essencial: de Deus, das pessoas, do bem comum e das nossas relações uns com os outros. Sejam fortes, todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhem, pois eu estou com vocês", concluiu.
Os terremotos de agosto de 2016 devastaram diversas localidades italianas, atingindo com maior severidade os municípios de Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto. Passada uma década, a reconstrução dessas cidades ainda não foi totalmente concluída. .
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