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Morre Eva Schloss, sobrevivente de Auschwitz, aos 96 anos

Ativista e escritora austríaca, meia-irmã e amiga de infância de Anne Frank, falece aos 96 anos em Londres

5 jan 2026 - 07h41
(atualizado às 08h57)
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Resumo
Eva Schloss, sobrevivente de Auschwitz, ativista e meia-irmã de Anne Frank, faleceu aos 96 anos em Londres, destacando-se por seu trabalho pela memória, compreensão e paz.
Eva Schloss dizia que decidiu falar sobre o Holocausto quando percebeu que continuavam a haver guerras e que persistiam a perseguição, o racismo e a intolerância
Eva Schloss dizia que decidiu falar sobre o Holocausto quando percebeu que continuavam a haver guerras e que persistiam a perseguição, o racismo e a intolerância
Foto: DW / Deutsche Welle

A fotógrafa e autora austríaca Eva Schloss, sobrevivente do Holocausto e meia-irmã de Anne Frank, morreu no sábado passado, 3, aos 96 anos, em Londres, anunciou no domingo a organização britânica Anne Frank Trust, da qual ela era presidente honorária.

"Eva era uma mulher extraordinária: sobrevivente de Auschwitz, educadora dedicada ao Holocausto, incansável no seu trabalho pela memória, pela compreensão e pela paz", afirmou a instituição.

O rei Charles 3º, que dançou com ela durante um evento em Londres em 2022, e sua esposa Camilla, madrinha da fundação Anne Frank Trust, disseram estar "profundamente tristes".

Amiga de infância de Anne Frank

Eva Schloss nasceu na Áustria em 1929 com o nome de solteira Eva Geiringer, e a família conseguiu fugir em 1938 para a Holanda, refugiando-se numa casa em Amsterdã, perto da de Anne Frank, a adolescente judia alemã que se tornaria célebre pelo diário publicado postumamente, depois da morte dela num campo de concentração.

As duas meninas tinham a mesma idade e costumavam brincar juntas. No entanto, a partir de 1942, as duas famílias tiveram que se esconder para evitar a deportação. Eva e sua mãe, Elfriede, seu pai, Erich, e seu irmão, Heinz, foram delatados dois anos depois por um simpatizante nazista.

Eles foram presos no dia do 15º aniversário dela e enviados para o campo de extermínio de Auschwitz em maio de 1944. Eva conseguiu manter contato com a mãe, mas foi separada do pai e do irmão, que foram mortos. Eva e a mãe, Elfriede, sobreviveram e foram libertadas em 1945.

Pouco depois da libertação, Eva seguiu para Londres para estudar, e a mãe Elfriede ficou em Amsterdã, onde acabou se casando com Otto Frank, pai de Anne Frank, também ele sobrevivente do Holocausto.

Décadas em silêncio

Em Londres, Eva tornou-se fotógrafa profissional, obteve nacionalidade britânica e passou décadas sem falar sobre a experiência vivida em Auschwitz, até ao dia em que, em 1988, Londres recebeu uma exposição dedicada a Anne Frank.

"Estava longe de me envolver em política, mas percebi que o mundo ainda não tinha aprendido sobre os acontecimentos entre 1939 e 1945, que continuavam a haver guerras e que persistiam a perseguição, o racismo e a intolerância. Então decidi compartilhar a minha experiência", contou Eva Schloss.

Em 1991 ela ajudou a fundar a organização Anne Frank Trust no Reino Unido, como forma de preservar o legado da meia-irmã e de falar sobre o Holocausto. Em 2021, Eva Schloss obteve a nacionalidade austríaca.

as (Lusa, DPA, AFP)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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