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Médico nega queda da cama e diz que Bolsonaro caiu ao andar

Cardiologista afirma que versão inicial de queda da cama foi descartada após relato do ex-presidente

7 jan 2026 - 18h07
(atualizado às 18h17)
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O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda durante a noite na unidade prisional onde está custodiado, em Brasília; relatório da Polícia Federal aponta ferimentos leves e ausência de déficit neurológico.
O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda durante a noite na unidade prisional onde está custodiado, em Brasília; relatório da Polícia Federal aponta ferimentos leves e ausência de déficit neurológico.
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

O cardiologista Brasil Caiado, um dos responsáveis pelo acompanhamento médico de Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 7, que o ex-presidente sofreu uma queda ao tentar caminhar dentro da sala da Polícia Federal onde está preso. A declaração contradiz a versão inicial de que o tombo teria ocorrido após uma queda da cama.

"Na madrugada de ontem, o presidente apresentou uma queda dentro do seu quarto. Inicialmente pensamos que era uma queda da cama, depois, conversando com ele [...] ele levantou, tentou caminhar e caiu. Não foi apenas uma queda da cama", afirmou Caiado.

Exames realizados após o incidente indicaram um traumatismo craniano leve e descartaram a existência de lesões intracranianas. De acordo com o cardiologista, Bolsonaro não apresentou episódios de confusão mental desde a queda, mas tem relatado sintomas como tontura e desequilíbrio.

O médico explicou que houve dificuldade inicial para reconstituir o que havia acontecido. "Quando ele foi reconstruir, em um primeiro momento, ontem, ele não conseguia se lembrar exatamente. Tive que ir por dedução do que eu estava vendo do corpo dele. Hoje nós estávamos reconstituindo e me parece que, sim, ele lembrou que havia levantado e caído", disse.

Apesar do impacto, Caiado reforçou que a lesão não é considerada grave e que o quadro clínico do ex-presidente não inspira maiores preocupações no momento. A equipe médica segue investigando a possibilidade de que o episódio tenha sido provocado por uma interação medicamentosa.

O cardiologista também comentou a suspeita inicial de que Bolsonaro pudesse ter sofrido uma convulsão. "Em relação a crise convulsiva, não se confirmou pelo exame. Foi uma suspeita clínica. Fica no ar, mas provavelmente não [ocorreu]" disse.

Fonte: Portal Terra
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