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Maior fraudador da história é condenado a 150 anos de prisão

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A descoberta da considerada "maior fraude da história" e a prisão de seu mentor, o ex-presidente da Nasdaq e investidor Bernard Madoff, em 11 de dezembro de 2008, teve desfecho este ano. Em 29 de junho, ele foi condenado a 150 anos de prisão, após ter confessado, em março, ser culpado por 11 crimes relacionados à fraude e lavagem de dinheiro.

Madoff foi condenado em junho a 150 anos de prisão
Madoff foi condenado em junho a 150 anos de prisão
Foto: AP

Madoff, 71 anos, montou um "esquema Ponzi" (pirâmide) que chegou a US$ 65 bilhões e consistia em oferecer investimentos com altos ganhos, onde os investidores antigos tinham seus resgates financiados com o dinheiro dos novos. De acordo com estimativas divulgadas em fevereiro, o esquema afetou 3 milhões de pessoas direta e indiretamente, sendo 4,5 mil na América Latina.

Entre os famosos enganados por Madoff estão os atores Kevin Bacon (O Homem Invisível) e John Malkovich (Queime depois de ler), o apresentador de TV Larry King e o diretor de cinema Steven Spielberg (ET, o Extraterrestre). Também estão na lista de afetados o advogado de Madoff, Ira Lee Sorkin, e até familiares do investidor, como os filhos Mark e Andrew, e o irmão, Peter.

Antes mesmo de sua sentença, Madoff viu um juiz ordenar a apreensão de até US$ 170 bilhões de seus ativos para recuperar as perdas das vítimas da fraude. Em setembro, ele viu sua casa de verão em Montauk ser vendida por US$ 8,75 milhões e sua cobertura de NY ser colocada à venda por até US$ 10 milhões.

Sua mulher, Ruth Madoff, fez um acordo com a promotoria de Nova York e abriu mão de US$ 80 milhões que estavam em seu nome, ficando com US$ 2,5 milhões. Durante o ano, jornais relataram que ela foi vista andando de metrô na cidade e que foi barrada no salão de cabeleireiro que frequentava. Além disso, teve que sair da cobertura avaliada em US$ 10 milhões que o casal vivia. Ruth se disse "traída e confusa" em relação ao marido.

Após sua sentença, Madoff teria contratado um consultor para cumprir pena em uma prisão melhor, evitando assim instituições de segurança máxima. O financista acabou sendo enviado a uma das melhores prisões dos EUA, que é famosa pelos funcionários e instalações médicas e fica na cidade de Butner, 650 km ao sul de Nova York. Mesmo assim, após visita ao investidor, o advogado Joseph Cotchett disse que o fraudador divide cela com um ex-chefe mafioso chamado Carmine Persico e um ex-espião de Israel, Jonathan Pollard.

Em agosto, um dos assessores de Madoff, Frank DiPascali, teve pedido de fiança negado após se declarar culpado de dez acusações, que incluíam conspiração, fraude, lavagem de dinheiro e perjúrio. Ele declarou no tribunal que sabia do esquema durante toda a sua extensão e que era tudo "ficção". Ainda no mês, uma editora americana disse que lançara o livro de uma vítima de Madoff. Sheryl Weinstein, autora de O outro segredo de Madoff: amor, dinheiro, Bernie e eu, diz que, além de ter sido enganada, foi amante do financista.

Ainda em agosto, o Departamento Federal de Prisões desmentiu que o financista tinha câncer, ou que estivesse morrendo, como tinha assegurado o tablóide americano The New York Post. Em outubro, a mesma publicação relatou que Madoff se envolveu com outro detento em uma "acalorada discussão" sobre economia e o estado da bolsa de valores, o que gerou a primeira briga física do investidor na prisão. Com o fato, ele teria conquistado o respeito de outros detentos na cadeia.

Fonte: Redação Terra
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