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Maior ataque russo à Ucrânia ocorre após conversa entre Putin e Trump

4 jul 2025 - 10h13
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A madrugada desta sexta-feira (4) foi marcada pelo maior ataque aéreo executado pela Rússia desde o início do conflito com a Ucrânia, conforme dados divulgados por autoridades de Kiev. O ato ocorreu horas depois de um telefonema sem resultados entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu par russo, Vladimir Putin.

Borodyanka, região de Kyiv, Ucrânia
Borodyanka, região de Kyiv, Ucrânia
Foto: depositphotos.com / DmytryiOzhhikhiin / Perfil Brasil

Trump revelou na quinta-feira que manteve uma longa conversa com o Kremlin, mas afirmou sentir que não houve "nenhum avanço". Já o Kremlin declarou que a ligação durou quase uma hora e que Putin reiterou que a Rússia "não desistirá de seus objetivos" na Ucrânia.

Jornalistas da AFP, presentes em Kiev, relataram rastros sonoros de drones voando sobre a cidade e explosões sendo neutralizadas pelos sistemas de defesa aérea. Um porta-voz da Força Aérea ucraniana qualificou essa investida como o "maior ataque aéreo" desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

Escalada russa intensifica pressão sobre a Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodomir Zelensky, informou que os alertas de ataque aéreo soaram em diversas regiões do país logo após o anúncio da chamada entre os líderes. Segundo ele, "sem pressão em larga escala, a Rússia não mudará seu comportamento estúpido e destrutivo".

Foram contabilizados 539 drones e 11 mísseis russos, dos quais 268 drones e dois mísseis foram derrubados pelas defesas ucranianas. Ainda assim, 23 pessoas ficaram feridas durante os bombardeios.

Nos últimos dias, os ataques noturnos aumentaram de intensidade. A AFP registrou que, em junho, Moscou intensificou significativamente os lançamentos de drones e mísseis, num momento em que as negociações de paz entre Kiev e Moscou estagnaram.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, criticou duramente a postura de Putin: "está claramente demonstrando seu absoluto desrespeito pelos Estados Unidos e por qualquer um que peça o fim da guerra".

O aumento das ofensivas coincide com o anúncio dos EUA de suspender o envio de certos armamentos à Ucrânia — um apoio considerado vital para Kiev manter sua resistência.

O tom de Trump após o telefonema foi incomum. Enquanto nas cinco conversas anteriores desde que retornou à Casa Branca em janeiro ele demonstrava otimismo em relação a avanços, naquinta-feira expressou um sentimento de decepção.

A Ucrânia, por outro lado, intensificou o uso de drones contra alvos dentro da Rússia. Em uma dessas ações, uma mulher morreu quando uma aeronave não tripulada caiu sobre um edifício residencial, segundo o governador em exercício da região.

Perfil Brasil
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