Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Lula não deve recuar de nova indicação ao STF, mesmo após derrota de Jorge Messias

Presidente avalia nomes para a Corte e descarta deixar a escolha para o próximo mandato após rejeição de Jorge Messias

30 abr 2026 - 13h30
Compartilhar
Exibir comentários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou durante conversa com aliados na noite desta quarta-feira (29), que deve escolher um novo nome para o Supremo Tribunal Federal e não pretende deixar a indicação para o próximo governo. A reunião ocorreu no Palácio da Alvorada e o mandatário afirmou que a definição deve acontecer nas próximas semanas, mesmo que não seja de maneira imediata. Ele busca consolidar sua influência na mais alta Corte do país e manter o controle sobre essa importante nomeação para o Judiciário. As informações são do blog da Ana Flor.

Presidente Lula durante entrevista
Presidente Lula durante entrevista
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Perfil Brasil

Decisão sobre a Suprema Corte

Essa posição foi debatida logo após o Senado Federal rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias. O próprio Messias estava presente no encontro e o presidente transmitiu aos interlocutores que recebeu a decisão do Congresso Nacional com total tranquilidade, demonstrando que já planejava os próximos passos. Durante a conversa, um dos ministros que participou do encontro no Alvorada relatou que "não há hipótese de o presidente Lula abrir mão da sua prerrogativa de indicar um nome ao STF". Essa frase resume o sentimento de que a prerrogativa deve ser exercida agora.

Apesar da aparente calma, a votação acendeu um sinal de alerta importante na sede do governo federal. Aliados presentes na reunião avaliaram que o placar, que registrou apenas 34 votos favoráveis ao indicado, deixou evidente a existência de traições dentro da base de apoio do governo. Esse cenário exigiu uma análise profunda sobre os movimentos internos, a fidelidade das legendas e o alinhamento político necessário para aprovar futuras pautas de interesse do Executivo.

Reflexos no Congresso Nacional

Auxiliares do mandatário, incluindo ministros ligados ao Centrão e não apenas petistas, avaliaram ao longo do encontro informal que houve falhas graves na articulação política dentro do Congresso. Segundo eles, as principais lideranças não conseguiram antecipar que o resultado no plenário seria desfavorável. Quando ficou claro que o nome de Messias poderia ser rejeitado, articuladores de outros partidos ainda tentaram adiar a votação. No entanto, a tentativa não foi acatada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Outro ponto amplamente debatido durante a reunião foi o impacto direto que o episódio pode causar na relação do governo com as lideranças do Congresso. O nome do senador Rodrigo Pacheco foi citado durante a conversa como uma das figuras que teria votado contra o indicado do governo. Essa situação gerou preocupações sobre a governabilidade e a capacidade de aprovar projetos e indicações futuras no parlamento.

Articulação e próximos passos

O episódio reforçou entre os presentes a leitura de que é preciso agir com rapidez para contornar o revés. O presidente deve garantir a sua indicação ao STF ainda durante o atual mandato para evitar desgastes futuros e manter o equilíbrio institucional. A expectativa é de que o novo nome seja definido em breve, restabelecendo a força política do governo junto ao Poder Judiciário e mostrando que o Executivo ainda possui capacidade de articulação e liderança no cenário nacional.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Perfil.com Brasil (@perfilcombrasil)

Perfil Brasil
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra