Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Chefe do Pentágono chama Partido Democrata de 'maior inimigo' na guerra contra o Irã

Secretário de Defesa defende os custos do conflito e rebate acusações de atoleiro no Oriente Médio

30 abr 2026 - 13h15
Compartilhar
Exibir comentários

O cenário político em Washington foi marcado por um confronto intenso durante o depoimento do secretário de Defesa, Pete Hegseth. A audiência no Congresso rapidamente se transformou em um debate acalorado sobre os rumos do conflito no Oriente Médio. Durante a sessão, o representante do governo lançou duras críticas aos opositores políticos. Ele afirmou que os democratas estariam favorecendo o regime iraniano ao questionarem o sucesso da operação militar.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos
Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos
Foto: Reprodução/Instagram/petehegseth / Perfil Brasil

O clima esquentou quando o termo atoleiro foi utilizado para descrever a situação na região. Isso gerou uma forte reação do chefe da pasta de defesa. "O maior adversário que enfrentamos neste momento são as palavras imprudentes, irresponsáveis e derrotistas dos democratas do Congresso e de alguns republicanos", declarou Hegseth.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Secretary of War Pete Hegseth (@secwar)

Custos do Pentágono e a guerra

O primeiro pronunciamento público do secretário desde o início dos combates coincidiu com a apresentação das despesas oficiais. O diretor financeiro do Pentágono revelou um gasto preliminar de vinte e cinco bilhões de dólares. No entanto, especialistas apontam que esse montante é bastante conservador. Informações de bastidores indicam que os valores não incluem os extensos reparos necessários nas bases americanas danificadas.

Para efeito de comparação, o montante representa apenas uma fração dos recursos autorizados para auxiliar a Ucrânia. Esse foi um dos pontos mais criticados pelo presidente Donald Trump durante o período eleitoral recente. Além disso, o Departamento de Defesa solicitou um orçamento histórico de um vírgula cinco trilhão de dólares para o próximo ciclo. Esse pedido contrasta com a proposta inicial da atual gestão de manter o país afastado de grandes conflitos externos.

Durante as seis horas de questionamentos na Câmara, o secretário manteve uma postura defensiva e firme. Ele defendeu que o exército americano está saindo vitorioso na operação contra Teerã. O conflito, contudo, enfrenta forte rejeição da opinião pública americana. Para justificar o investimento massivo, o gestor utilizou uma indagação direta.

Quanto vale garantir que o Irã nunca terá uma bomba nuclear?

O argumento utilizado pelo secretário gerou questionamentos adicionais sobre a consistência das informações fornecidas anteriormente. Ele havia afirmado que o projeto nuclear do país persa teria sido neutralizado durante a Operação Martelo da Meia-Noite no ano anterior. A insistência em tratar a nação do Oriente Médio como uma ameaça existencial também foi alvo de debates profundos. A comparação do tempo de duração do combate com a Guerra do Vietnã provocou irritação no depoente, que rebateu as críticas com veemência.

"Declarações como essa são imprudentes com as nossas tropas. Não digam: 'Eu apoio as tropas, por um lado, e, por outro, 'uma missão de dois meses é um atoleiro'. Para quem vocês estão torcendo? Quem vocês estão defendendo?"

A postura agressiva do secretário foi interpretada como uma forma de demonstrar lealdade ao presidente Donald Trump. Após um dia intenso de sabatina, os trabalhos continuam nesta quinta-feira. Hegseth retorna ao Congresso para prestar esclarecimentos perante a Comissão de Serviços Armados do Senado. O nível de exigência promete ser ainda mais elevado nesta nova etapa de discussões.

Perfil Brasil
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra