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Lula defende relação com Pequim: "Graças a Deus temos a China"

8 mai 2025 - 10h54
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Ao comentar o papel da China na economia e na inovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não aceitará a tentativa de isolar o país asiático em um novo embate entre potências. Em entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pela revista americana The New Yorker, Lula destacou a importância de Pequim no cenário internacional atual.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

"Graças a Deus temos a China que, do ponto de vista tecnológico, é muito avançada e pode competir no mundo tecnológico da IA [Inteligência Artificial], dando-nos uma alternativa para este debate", disse.

Segundo o presidente, o incômodo de países ocidentais com o avanço chinês está ligado à crescente participação do país no comércio global. Ele mencionou líderes como Ronald Reagan e Margaret Thatcher para lembrar que, no passado, foram os próprios países desenvolvidos que incentivaram o livre mercado e a abertura econômica.

O avanço da China está por trás da tensão com o Ocidente?

Lula comparou o crescimento industrial da China ao processo de aprendizagem rápida e eficiente. Disse que, em pouco tempo, os chineses passaram a dominar mercados antes liderados pelos Estados Unidos e pela Europa. "A China começou a produzir tudo o que era produzido nos Estados Unidos e na Europa. Não se podia comprar uma única calça, sapato ou camisa que não tivesse a inscrição 'Made in China'. Eles copiaram tudo com muita habilidade e aprenderam a produzir tão bem quanto, ou até melhor. Agora que os chineses se tornaram competitivos, tornaram-se inimigos do mundo", afirmou, em tom crítico.

Ele também rejeitou a ideia de um novo conflito ideológico entre potências. "Não aceitamos isso. Não aceitamos a ideia de uma segunda Guerra Fria. Aceitamos a ideia de que quanto mais semelhantes os países forem — tecnológica e militarmente — mais eles precisarão dialogar entre si, porque não tenho certeza se o planeta aguentará uma Terceira Guerra Mundial", disse.

Lula está em Moscou nesta quinta-feira para se reunir com o presidente Vladimir Putin e participar do desfile militar pelos 80 anos da vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

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