Loja Zara é acusada de racismo em shopping da Bahia
Um homem negro foi acusado de roubo e teve seus pertences revistados
A loja Zara do Shopping da Bahia está sendo acusada de racismo, após um homem negro ser acusado de roubo. O rapaz foi abordado por um segurana que revistou sua mochila.
O caso aconteceu na última terça-feira (28) e foi filmado por uma pessoa que passava no momento. Nas imagens, é possível ver o acusado abrindo a mochila, mostrando cartões e documento e dizendo que "tem condições de comprar o que quiser na loja".
A assessoria do Shopping da Bahia divulgou uma nota onde esclarece que não compactua com qualqur ato discriminatório e afirma que irá incluir as imagens nos treinamentos internos como exemplo para que nao aconteçam mais situações similares.
"Um segurança do empreendimento foi acionado por representantes da loja, solicitando que o cliente retornasse à loja. Pedido que foi prontamente atendido pelo cliente, que apresentou as notas fiscais ao lojista", diz a nota. O shopping, no entanto, ressaltou que o segurança não poderia ter atendido tal solicitação, que fere o regulamento da empresa.
A assessoria da Zara disse que "está apurando todas as informações relacionadas ao fato ocorrido na tarde desta terça-feira, no Shopping da Bahia, para tomar as providências necessárias e evitar que episódios como esse se repitam. A empresa rechaça qualquer forma de discriminação, tema que deve ser tratado com a máxima seriedade em todos os âmbitos."
Mais um caso de racismo envolvendo a Zara em Salvador. Dessa vez, o segurança obrigou um homem abrir a mochila para provar que ele não tinha roubado nada ?????
O que está faltando para essa loja fechar? Até quando ela irá cometer crimes e permanecer impune? RACISMO É CRIME! pic.twitter.com/Wm90C7PnSq
— Rozana Barroso 💚🥖💉✏️ (@RozanaBarroso) December 29, 2021
Não é a primeira vez que a Zara se envolve em casos de racismo. Em 2021, no Ceará, a loja foi acusada de manter um código em uma de suas filiais para indicar a entrada de clientes. A prática discriminatória tinha foco em pessoas negras: no momento em que alguém entrasse na Loja, o código "Zara zerou" era soado na loja. A partir daquele momento a pessoa não era mais tratada como cliente, mas como uma pessoa suspeita. Na época, a Zara negou a acusação.