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Kiev denuncia ataques a aeroportos antes de visita dos EUA

5 set 2026 - 09h15
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Resumo
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, denunciou ataques russos contra dois aeroportos de Kiev na véspera da chegada de enviados de Donald Trump à capital. Os emissários americanos Steve Witkoff e Jared Kushner desembarcaram primeiro em Moscou para se reunir com Vladimir Putin e discutir uma proposta para encerrar a guerra. Apesar de a Ucrânia ter prometido trégua aérea para viabilizar a missão diplomática dos EUA, a Rússia manteve as ofensivas antes de receber a delegação em Kiev.

Ofensiva russa ocorre na véspera da chegada à capital ucraniana de enviados de Trump para discutir formas de encerrar a guerra. Eles já desembarcaram em Moscou, onde se encontram com Putin.O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, denunciou neste sábado (05/09) ataques russos realizados durante a noite contra os dois aeroportos de Kiev, onde é esperada neste domingo a visita de dois representantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir formas de encerrar a guerra.

"Ataques russos a aeroportos são uma reação aos preparativos para que a delegação americana possa viajar à Ucrânia", afirmou Zelenski.
"Ataques russos a aeroportos são uma reação aos preparativos para que a delegação americana possa viajar à Ucrânia", afirmou Zelenski.
Foto: DW / Deutsche Welle

"Está claro que esses ataques russos aos aeroportos são uma reação às conversas e aos preparativos para que a delegação americana possa viajar à Ucrânia por via aérea, aterrissando nos aeroportos de Kiev ou de Boryspil", afirmou Zelenski.

O mandatário acrescentou que, do lado ucraniano, não haveria "nenhuma ameaça à diplomacia".

Enviados de Trump

Trump anunciou na sexta-feira o envio de seus emissários Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou e Kiev neste fim de semana, levando uma proposta para pôr fim ao conflito na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos.

Os mediadores americanos haviam solicitado garantias de segurança de ambos os lados do conflito; na sequência, Zelenski havia anunciado uma suspensão temporária dos ataques aéreos em território russo.

"A Rússia deve fazer o mesmo... Nosso objetivo é que a visita e as negociações com o lado americano sejam o mais construtivas e substantivas possível", ressaltara, em seu habitual pronunciamento à nação.

Um alto funcionário ucraniano informou à agência de notícias AFP que a chegada dos enviados a Kiev era esperada para domingo.

O site americano Axios informou que eles se reuniriam primeiro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, neste sábado, e depois com Zelenski, em Kiev, no domingo.

Kushner e Witkoff já em Moscou

Segundo a agência de notícias russa Tass, Witkoff e Kushner chegaram a Moscou neste sábado em um avião especial, para reunião marcada com o presidente Putin.

A aeronave pousou no Aeroporto Vnukovo, em Moscou, de onde os enviados seguiram por terra até o Kremlin.

Eles foram recebidos pelo enviado do Kremlin para cooperação econômica com os EUA, Kirill Dmitriev, que realizou inúmeras reuniões com Witkoff nos últimos 18 meses, tanto nos EUA quanto na Rússia.

O avião entrou no espaço aéreo russo vindo da Finlândia menos de duas semanas após a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou — sua primeira visita desse tipo desde o início da guerra na Ucrânia.

Última visita a Moscou em setembro

Os enviados do presidente americano, Donald Trump, não viajavam a Moscou desde janeiro passado e nunca visitaram Kiev, apesar da insistência de Zelenski.

Trump reconheceu na noite de sexta que seus enviados "levam uma proposta para acabar com a guerra. Porque eu acabei com oito guerras".

O presidente russo, Vladimir Putin, expressou disposição em receber Witkoff e Kushner, mas até agora rejeitou uma possível cúpula tripartite envolvendo EUA e Ucrânia, a menos que o objetivo seja assinar um acordo de paz definitivo.

As negociações russo-ucranianas estão paralisadas desde fevereiro passado, quando teve início a operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã.

md (AFP, EFE)

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