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O que se sabe sobre explosão na Bolívia que deixou ao menos 2 mortos e 81 feridos

Enquanto seguem as buscas por desaparecidos, autoridades alertam para o risco de novas detonações e temem que o número de mortos continue aumentando em Viacha.

5 set 2026 - 09h07
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Resumo
Duas explosões em um quartel militar na cidade de Viacha, na Bolívia, deixaram ao menos dois mortos, 81 feridos e sete desaparecidos, com temores de que o total de vítimas aumente. O incidente, envolvendo material bélico e pirotécnico, gerou um grande incêndio, danificou imóveis vizinhos e provocou cortes de energia, forçando a evacuação de moradores. O governo boliviano confirmou que as vítimas fatais eram militares e instaurou uma investigação minuciosa para apurar as causas da tragédia.
As explosões ocorreram em um quartel em Viacha, a cerca de 22 km de La Paz.
As explosões ocorreram em um quartel em Viacha, a cerca de 22 km de La Paz.
Foto: Reuters / BBC News Brasil

Pelo menos duas pessoas morreram após duas explosões registradas dentro de um quartel militar na Bolívia, embora as autoridades temam que o número de vítimas aumente.

A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa da Bolívia, Ernesto Justiniano, que informou que outras 81 pessoas ficaram feridas após a detonação de material pirotécnico e explosivos no Centro Geral de Manutenção do Regimento de Artilharia Mecanizada 2 "Libertador Simón Bolívar".

No local do incidente, situado na cidade de Viacha, a cerca de 22 quilômetros de La Paz, são realizados treinamentos de tiro e trabalhos de manutenção e reparo de armamentos, segundo a imprensa local.

As explosões, que provocaram um incêndio de grandes proporções, ocorreram por volta das 14h30 (horário local; 15h30 de Brasília) de sexta-feira (4/9) e deixaram também sete pessoas desaparecidas, segundo autoridades militares e policiais.

Vídeos divulgados pela mídia local e nas redes sociais mostraram o impacto das explosões. As imagens registraram danos em portas e janelas de residências próximas ao quartel.

Embora o balanço oficial aponte duas mortes, Rita Nebraska, funcionária da área de saúde, afirmou à televisão local que o número poderia subir para entre 10 e 15, segundo a agência Reuters.

A imprensa local também relatou que, entre os feridos, pelo menos oito estão em estado crítico.

Por sua vez, Roger Roca, subcomandante-geral da polícia, revelou que dezenas de casas foram danificadas pelas explosões e que equipes de emergência buscavam pessoas entre os escombros.

Embora as investigações estejam apenas começando, o ministro Justiniano confirmou que foi a segunda explosão — classificada por ele como "enorme" — a responsável pela maior parte dos danos.

"A causa e o material envolvido nesta segunda explosão ainda estão sendo determinados por equipes especializadas e pela investigação em curso", declarou a autoridade, segundo o jornal El Deber.

As primeiras apurações indicam que a primeira explosão teria sido causada por pólvora negra.

As imediações do quartel Bolívar permaneciam isoladas pelas forças de segurança devido ao receio de novas explosões.
As imediações do quartel Bolívar permaneciam isoladas pelas forças de segurança devido ao receio de novas explosões.
Foto: Claudia Morales/Reuters / BBC News Brasil

Sobre as vítimas

As autoridades não revelaram a identidade das vítimas nem das pessoas desaparecidas. No entanto, confirmaram que se tratava de militares do quartel afetado.

Em um primeiro relatório sobre a situação, o diretor do Serviço Departamental de Saúde (Sedes) de La Paz, José Martín Carrasco, informou que entre os feridos havia civis, militares e policiais, que foram levados para diferentes hospitais das cidades de La Paz e El Alto.

Além disso, dezenas de moradores foram retirados de suas casas e levados para uma escola próxima, onde passaram a noite devido ao receio de novas explosões. A área permanecia sob proteção policial neste sábado (5/9).

"Os moradores que tiveram que abandonar suas casas estão sendo levados temporariamente para a Escola de Música, para onde estamos enviando cobertores, alimentos e tudo o que for necessário para atendê-los neste momento", garantiu o ministro da Defesa.

"Por razões de segurança, ainda não é prudente que todas as famílias retornem aos seus lares", acrescentou.

Segundo um relatório da Delapaz, a empresa que fornece energia elétrica, cerca de vinte bairros de Viacha ficaram sem eletricidade devido ao incidente.

As explosões provocaram enormes colunas de fogo e fumaça, visíveis de diferentes partes de Viacha.
As explosões provocaram enormes colunas de fogo e fumaça, visíveis de diferentes partes de Viacha.
Foto: Reuters / BBC News Brasil

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, expressou sua "mais profunda solidariedade" às famílias dos falecidos e dos feridos.

Além disso, o mandatário prometeu que a investigação que ele ordenou seria realizada com "seriedade, transparência e responsabilidade".

"Determinei, também, que seja realizada uma investigação minuciosa, técnica e transparente sobre o ocorrido", escreveu no X (antigo Twitter).

"Devemos estabelecer com absoluta clareza as causas deste fato, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar as devidas responsabilidades", afirmou.

Por sua vez, as autoridades de Viacha decretaram três dias de luto.

*Com informações de Danny Aeberhard e Toby Mann

O ministro Justiniano informou que os mortos e desaparecidos são integrantes das forças de segurança.
O ministro Justiniano informou que os mortos e desaparecidos são integrantes das forças de segurança.
Foto: Jorge Mateo Romay Salinas/Anadolu via Getty Images / BBC News Brasil
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