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Número de feridos em explosão em quartel na Bolívia ultrapassa 80; prefeitura decreta luto oficial por mortos

A Prefeitura de Viacha, no oeste da Bolívia, decretou três dias de luto após explosões em uma instalação militar, na sexta-feira (5), deixarem pelo menos dois mortos e 81 feridos, incluindo dois em estado grave.

5 set 2026 - 05h55
(atualizado às 07h16)
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Resumo
Duas explosões em um quartel do exército em Viacha, Bolívia, deixaram ao menos dois militares mortos, sete desaparecidos e 81 feridos. O incidente, que danificou casas e forçou a evacuação de civis, teria começado com pólvora de fogos de artifício, mas o material da segunda e maior detonação ainda é investigado. O Ministério da Defesa descartou o uso de armas de guerra. A prefeitura decretou luto oficial, enquanto o governo abriu apuração criminal por homicídio culposo para apurar os fatos.

A tragédia ocorreu por volta das 14h30 locais (15h30 em Brasília) no Regimento de Artilharia Mecanizada Bolívar em Viacha, cidade de cerca de 100 mil habitantes, localizada a aproximadamente 30 quilômetros de La Paz. Nas primeiras imagens divulgadas pela mídia local, é possível ver janelas quebradas, destroços e uma espessa coluna de fumaça preta se elevando sobre a cidade.

Pessoas que buscam por parentes desaparecidos e moradores da região aguardam enquanto militares formam um cordão de segurança após explosões que deixaram mortos e feridos no Regimento de Artilharia Mecanizada "Bolívar", em Viacha, Bolívia, em 4 de setembro de 2026.
Pessoas que buscam por parentes desaparecidos e moradores da região aguardam enquanto militares formam um cordão de segurança após explosões que deixaram mortos e feridos no Regimento de Artilharia Mecanizada "Bolívar", em Viacha, Bolívia, em 4 de setembro de 2026.
Foto: REUTERS - Claudia Morales / RFI

"Até agora temos duas pessoas confirmadas como mortas e sete dadas como desaparecidas", disse o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, em entrevista coletiva. Ele também informou que há 81 feridos, incluindo dois em estado grave.

Os mortos e desaparecidos eram militares que serviam na instalação, informou o ministério em comunicado.

Um relatório anterior da polícia registrava duas mortes, sete desaparecidos e 59 feridos, entre eles pelo menos 52 civis.

Os feridos foram atendidos em diversos centros médicos de Viacha, segundo o ministro da Defesa.

Os moradores da área foram removidos para um centro de alojamento temporário. "Ainda não é seguro" que retornem às suas residências porque "as casas foram danificadas pela onda de choque", afirmou Justiniano.

O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na área afetada, onde dezenas de policiais foram mobilizados.

O presidente Rodrigo Paz expressou, na rede social X, sua "profunda solidariedade aos familiares dos falecidos, aos feridos e a todos os moradores afetados pelas explosões".

Ele anunciou ter determinado uma investigação "completa, técnica e transparente". "Devemos estabelecer com absoluta clareza as causas deste evento, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar as responsabilidades que possam ser atribuídas", declarou.

Explosões

Segundo Justiniano, ocorreram duas explosões. A primeira teria envolvido pólvora negra proveniente de equipamentos pirotécnicos armazenados no local. Em seguida, ocorreu uma segunda explosão, "de escala muito maior", afirmou.

"A causa e o material envolvidos nesta segunda explosão ainda estão sendo determinados", acrescentou.

O Ministério da Defesa esclareceu que nenhum tipo de armamento de guerra explodiu no incidente.

Os promotores abriram uma investigação criminal por homicídio culposo, lesões não intencionais e outros possíveis crimes, segundo o ministério.

O coronel Roger Roca, porta-voz da polícia, informou que as operações de desminagem continuariam nas próximas horas. "O incidente está sob controle", garantiu.

De acordo com imagens divulgadas pela mídia local, bombeiros atuavam com caminhões-pipa para resfriar a área.

"Neste momento, nossa prioridade são as pessoas: cuidar dos feridos, apoiar suas famílias e dar continuidade às operações de busca e verificação", afirmou Justiniano.

Com AFP 

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