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Justiça

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Pronunciamento de Moraes é cancelado pouco após anúncio em meio a crise no STF

Ministro tinha um pronunciamento marcado para 11h desta quinta, 10, o primeiro desde o vazamento de suas conversas com Daniel Vorcaro

10 set 2026 - 08h51
(atualizado às 09h07)
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Minutos após ser anunciado, o pronunciamento do ministro Alexandre de Moraes, que estava previsto para as 11h desta quinta-feira, 10, no Supremo Tribunal Federal, foi cancelado. A fala seria a primeira de Moraes desde o vazamento de suas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ocorreria um dia depois de Fachin retirar o ministro da relatoria do Inquérito das Fake News.

A divulgação de que haveria pronunciamento ocorreu por volta das 8h. Pouco antes das 9h, houve o anúncio do cancelamento.

Até o momento, não foram divulgados mais detalhes do motivo do recuo sobre o pronunciamento. Moraes iria discursar no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na tarde de quarta, 9, Fachin retirou Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News, em uma medida administrativa, que não anula as decisões tomadas até então. A mudança ocorre em um momento de crise dentro do STF, marcado pelo confronto entre Moraes e o ministro André Mendonça e por decisões conflitantes envolvendo a direção da Polícia Federal.

Fachin convoca plenário do STF para analisar suposta relação de Moraes com Vorcaro após decisão de Mendonça:

Relembre a crise

No último dia 1º, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de um relatório da PF que reúne mensagens trocadas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. As conversas mostram o banqueiro pedindo ao magistrado que atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.

Depois, no dia 3, Moraes encaminhou ao presidente do STF um pedido para que fosse investigada a atuação de André Mendonça. O pedido foi acompanhado de relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontavam supostas irregularidades na atuação de Mendonça em processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero. 

Foi nesse contexto que Mendonça determinou, na terça-feira, 8, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro alegou que a estrutura de inteligência da PF teria produzido relatórios de forma irregular e realizado um suposto monitoramento de sua atuação.

Menos de 24 horas depois, o ministro Flávio Dino tomou uma decisão oposta. Ao analisar um recurso apresentado por Andrei Rodrigues em outro processo, Dino determinou a reintegração do diretor-geral da PF. Então, o presidente do STF suspendeu as decisões de Mendonça e Dino relacionadas ao comando da Polícia Federal e manteve Andrei Rodrigues no cargo.

Fonte: Portal Terra
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