Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Lula atua nos bastidores para conter crise no STF e faz inflexão no discurso de campanha

Presidente avalia que medidas tomadas por Fachin são necessárias, mesmo se atingirem Alexandre de Moraes

9 set 2026 - 20h07
(atualizado às 21h02)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Diante da crise no STF e da queda nas pesquisas que apontam empate com Flávio Bolsonaro, Lula mudou de postura e defendeu a quebra total de sigilo no caso Banco Master, distanciando-se de Alexandre de Moraes. Enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, assume inquéritos para conter o embate interno, a campanha petista contra-ataca acusando o ministro André Mendonça de vazamentos seletivos para blindar a família Bolsonaro de suspeitas de repasses ilegais ligados a um filme biográfico.
Lula e Moraes: presidente adota nova estratégia para enfrentar desgaste na campanha.
Lula e Moraes: presidente adota nova estratégia para enfrentar desgaste na campanha.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O Palácio do Planalto já esperava que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumisse a condução do inquérito das fake news, desde 2019 nas mãos do ministro Alexandre de Moraes. Em duas conversas recentes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fachin não apenas avisou que faria isso como adiantou a possibilidade de também retirar do ministro André Mendonça as relatorias dos casos do Banco Master e dos desvios das aposentadorias do INSS.

Embora ainda não tenha se encarregado desses dois inquéritos mais polêmicos, o presidente do STF também suspendeu a decisão de Mendonça que afastava do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não foi só: marcou sessão extraordinária do STF para terça-feira, 15, destinada a julgar o pedido de Mendonça de investigação contra Moraes.

O governo classificou as decisões como necessárias para conter a crise que se arrasta na Corte, com canetadas de todos os lados e duelo entre ministros. Desde que o escândalo se agravou, com a descoberta de uma longa troca de mensagens entre Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro - revelada pelo Estadão -, Lula começou a perder pontos nas pesquisas de intenção de voto.

Os últimos levantamentos mostraram que o presidente está tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à sua sucessão, em simulações de segundo turno. Além disso, trackings em redes sociais feitos pelo Planalto têm indicado que eleitores associam Moraes a Lula porque, desde a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista do 8 de Janeiro, ele sempre foi um aliado do governo.

Nesta quarta-feira, 9, porém, Lula fez uma inflexão no discurso e cobrou a quebra total do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master. Foi uma maneira de "largar a mão" de Moraes e tentar, mais uma vez, se distanciar do escândalo.

Fachin convoca plenário do STF para analisar suposta relação de Moraes com Vorcaro após decisão de Mendonça:

Sob pressão, Lula conversou com muitos interlocutores, nos últimos dias, sobre o terremoto no STF, que contamina sua campanha: ouviu ministros da Corte, advogados e conselheiros políticos. Depois de muitas consultas, decidiu adotar a estratégia de defender a quebra do sigilo dos inquéritos para todos os lados - ainda que isso atinja Moraes -, na tentativa de reagir ao momento de dificuldades vivido na corrida presidencial.

Ao mesmo tempo, no entanto, coordenadores da campanha petista ampliaram a ofensiva contra Flávio e André Mendonça, acusando o magistrado de promover "vazamentos seletivos" para beneficiar o senador. Integrantes do Q.G petista fizeram uma mobilização em massa nas redes, nesta quarta-feira, para atacar o ministro.

O argumento usado é o de que Mendonça, indicado para ocupar a cadeira no STF por Bolsonaro, age com dois pesos e duas medidas como relator do caso Master e não cobra explicações de Flávio sobre os R$ 134 milhões pedidos por ele a Vorcaro para o filme Dark Horse. O longa-metragem conta a trajetória de Bolsonaro e a Polícia Federal suspeita que uma parte do dinheiro tenha sido usada para financiar as ações do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos.

Fachin suspende decisão de Mendonça sobre afastamento de Andrei Rodrigues na PF:
Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra