Jovem de 19 anos morre após participar de desafio das redes sociais; entenda
Ryan Satterthwaite, de 19 anos, morre após participar de desafio conhecido nas redes sociais; o caso aconteceu em Palmerston North, na Nova Zelândia
No último domingo (25), Ryan Satterthwaite, de 19 anos, morreu após realizar um desafio conhecido nas redes sociais. O caso aconteceu na cidade de Palmerston North, na Nova Zelândia e o jovem teve um ferimento gravíssimo na cabeça e não resistiu.
Qual o desafio que matou o jovem?
Ryan estava participando do Run It Straight (corra em linha reta, na tradução livre), que é um jogo de atacar, ou seja, bem parecido com o rúgbi ou futebol americano. Dois jogadores disputam num espaço de mais ou menos 20 metros por 4 metros e cada um em uma ponta. Em seguida, eles correm em direção do outro e se trombam no meio do caminho. O objetivo é ser mais permanecer o máximo que der e derrubar o oponente.
O jovem teve um grave ferimento na cabeça, no momento em que foi derrotado, foi levado ao hospital, mas infelizmente não resistiu ao trauma. Em entrevista ao jornal The Guardin, o supervisor Ross Grantham, responsável da área de Manawatu, disse: "O tackle game foi baseado em uma tendência impulsionada pelas redes sociais, onde os participantes competem em colisões de contato total sem equipamentos de proteção. A morte deste jovem é uma tragédia absoluta e meus pensamentos estão com sua família e amigos".
Mesmo sendo uma prática espontânea entre os jovens, existem competições organizadas dessa modalidade que são bastante populares entre os adolescentes. Na semana anterior à morte de Ryan, um desses eventos foi realizado em Auckland, cidade localizada perto do local do acidente e a empresa responsável, Run It, promove o torneio como um esporte de colisão extremamente intenso e destaca que os vencedores se sobressaem pela força e pela determinação.
Para finalizar, o supervisor reforçou: "Qualquer esporte de contato, como boxe, artes marciais ou atividades de combate, deve ser praticado apenas em ambientes altamente controlados, que incluam supervisão e apoio médico profissional. Não incentivamos a cópia do esporte, pois isso só deve ser feito sob condições rigorosas".