Irã ameaça enriquecer urânio a 90% caso EUA voltem a atacar
Após Trump alimentar dúvidas sobre cessar-fogo, membro do regime iraniano diz que regime pode retaliar enriquecendo urânio a 90%, um nível adequado para uso em armas nucleares.. Acompanhe o conflito.
Irã ameaça enriquecer urânio a 90% caso EUA voltem a atacar
Mundo enfrenta maior crise energética da história, afirma AIE
Trump rejeita resposta iraniana a plano de paz e deixa cessar-fogo sob ameaça
Netanyahu diz que guerra de Israel com o Irã "ainda não terminou"
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Ataque israelense contra residência no sul do Líbano deixa pelo menos 6 mortos
Pelo menos seis pessoas morreram e outras sete ficaram feridas na última noite em um bombardeio lançado por Israel contra uma residência na localidade de Kfar Dounine, no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor entre ambos os países.
O ataque teve como alvo uma "residência habitada" dentro da aldeia e causou a morte de seis pessoas e ferimentos em outras sete, que foram transferidas para hospitais de uma cidade próxima, informou nesta terça-feira a agência de notícias libanesa ANN.
As ações ocorreram apesar da interrupção das hostilidades vigente entre Líbano e Israel desde meados de abril, e embora esteja previsto que Washington receba, ainda esta semana, uma nova rodada de diálogo para estender a duração da trégua, além de abordar soluções de longo prazo.
O presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro, Nawaf Salam, reiteraram na segunda-feira a necessidade de pressionar Israel para que interrompa seus ataques, durante encontros individuais com o embaixador americano, Michel Issa.
Os Estados Unidos atuam como mediador nas conversas, das quais o grupo xiita Hezbollah não participa.
Segundo dados oficiais, o número de mortos em quase dois meses e meio de ataques israelenses contra o Líbano já se eleva a 2.869, e o de feridos a 8.730, enquanto o sul do país continua registrando bombardeios e disparos de artilharia diariamente.
jps (EFE)
Kuwait acusa Irã de enviar membros da Guarda Revolucionária para realizar ataques
O Kuwait acusou nesta terça-feira (12/05) a Guarda Revolucionária do Irã de enviar uma equipe ao seu território para atacar o país e anunciou a detenção de quatro de seus "membros", após um tiroteio no qual um militar do país árabe ficou ferido.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores kuwaitiano expressou sua "enérgica condenação pela infiltração na ilha de Bubiyan (no Golfo Pérsico) por parte de um grupo armado de elementos da Guarda Revolucionária da República Islâmica do Irã, com o objetivo de realizar atos hostis contra o Estado do Kuwait".
Além disso, denunciou um "confronto com as Forças Armadas kuwaitianas antes da detenção, que resultou em ferimentos a um membro das Forças Armadas do Kuwait".
Esta é a primeira vez que o Kuwait anuncia a infiltração em seu território de supostos membros da Guarda Revolucionária desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, embora as autoridades kuwaitianas tenham denunciado ataques iranianos com drones e mísseis contra seu território mesmo após a entrada em vigor da trégua, em 8 de abril.
Em seu comunicado, a chancelaria salientou "a exigência do Kuwait à República Islâmica para que cesse imediata e incondicionalmente suas ações hostis ilegais que ameaçam a segurança e a estabilidade da região e minam os esforços regionais e internacionais para reduzir a escalada".
Considerou, ainda, que essas ações "hostis" constituem "uma flagrante violação da soberania do Kuwait, uma grave infração do direito internacional e da Carta das Nações Unidas", razão pela qual - ressaltou - o país árabe "conserva seu pleno e inerente direito à legítima defesa".
Por sua vez, o Ministério do Interior do Kuwait assegurou que os detidos "confessaram sua relação com a Guarda Revolucionária" e que "lhes havia sido encomendada a missão de se infiltrar na ilha de Bubiyan a bordo de um barco de pesca que tinha sido fretado especialmente para realizar atos hostis contra o Kuwait".
Informou também que, no tiroteio, outros "dois dos infiltrados conseguiram fugir" e que "serão tomadas as medidas legais necessárias contra os infiltrados (detidos) de acordo com os procedimentos estabelecidos".
O governo iraniano não reagiu, até o momento, às afirmações kuwaitianas.
O Kuwait, assim como outros vizinhos árabes do Irã, incluindo Bahrein e Emirados Árabes Unidos, deteve nas últimas semanas várias pessoas acusadas de espionar para a Guarda Revolucionária ou de simpatizar com as "agressões iranianas", em um processo no qual chegou a retirar a nacionalidade de alguns de seus cidadãos.
jps (EFE)
Irã ameaça enriquecer urânio a 90% caso EUA lancem novos ataques
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Ebrahim Rezaei, afirmou nesta terça-feira que (12/05), caso seu país volte a ser atacado, uma das opções é enriquecer urânio a 90%, nível adequado para uso em armas nucleares.
"Uma das opções do Irã em caso de um novo ataque poderia ser o enriquecimento a 90%", escreveu o político conservador na rede social X.
"Avaliaremos isso no Parlamento", assegurou.
O nível mais alto de enriquecimento de urânio atingido pelo Irã até o momento foi de 60%, dos quais possui 440 quilos em paradeiro incerto após os ataques israelenses e americanos contra suas instalações nucleares em junho do ano passado e na guerra atual.
Desde os ataques de junho, a república islâmica não tem enriquecido urânio devido aos danos sofridos em suas instalações nucleares.
As negociações entre o Irã e os Estados Unidos estão estagnadas depois que Teerã rejeitou a última proposta de paz americana por considerá-la "unilateral e irracional".
Ao mesmo tempo, o país estabeleceu suas próprias condições para pôr fim ao conflito: reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, pagamento de reparações, liberação de ativos bloqueados, levantamento das sanções e fim do conflito no Líbano.
O presidente americano, Donald Trump, classificou a proposta iraniana como um "pedaço de lixo" e alertou que o cessar-fogo com o Irã, vigente desde 8 de abril, é "incrivelmente frágil".
Jps (EFE)
Israel condena dois soldados por profanação de estátua cristã no Líbano
O exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (11/05) que dois soldados vão cumprir penas de prisão por terem profanado uma estátua cristã na semana passada no sul do Líbano.
Um dos soldados, que colocou um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria, foi condenado a 21 dias de prisão, enquanto o militar que filmou o incidente foi condenado a 14 dias, disse um porta-voz militar.
"As Forças de Defesa de Israel encaram o incidente com grande gravidade e respeitam a liberdade de religião e de culto, bem como os locais sagrados e símbolos religiosos de todas as religiões e comunidades", escreveu a tenente-coronel Ariella Mazor nas redes sociais.
O incidente ocorreu dias depois de imagens de um soldado israelense destruindo uma estátua caída de Jesus na cruz, na aldeia de Debel, terem provocado condenação internacional. Os soldados envolvidos na destruição do crucifixo também receberam penas de prisão militar.
As punições aplicadas não costumam ser regra nas forças israelenses.
No final do abril, grupo de monitoramento de conflitos Action on Armed Violence apontou que, em 52 inquéritos de suspeita de má conduta em Gaza e na Cisjordânia, Israel arquivou ou deixou sem solução 88% dos casos. Em um caso recente, as acusações foram retiradas contra soldados acusados de abusar sexualmente de um detento em Gaza.
As forças israelenses assumiram o controle do sul do Líbano no âmbito da mais recente guerra entre Israel e o Hezbollah, iniciada em 2 de março.
jps (Lusa)
Piratas somalis ressurgem após guerra no Irã desviar navios
Já são dois meses de tensão para o transporte marítimo global, com o Estreito de Ormuz praticamente fechado e a ameaça de ataques a embarcações no Mar Vermelho. Agora, uma terceira crise está se formando: o ressurgimento da pirataria somali.
Mesmo antes das mais recentes escaladas entre Estados Unidos, Israel e Irã, cerca de metade dos navios com destino à Europa a partir da Ásia e do Golfo Pérsico já vinha evitando o Mar Vermelho e o Canal de Suez, devido a ataques anteriores de rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã.
Diante da ameaça de ataques na região do estreito de Bab el-Mandeb, a passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, grandes empresas de navegação optaram por um longo desvio ao redor do sul da África.
Esse desvio acrescenta de duas a três semanas e milhares de milhas náuticas à viagem, levando os navios a passar bem perto da costa da Somália, onde piratas praticaram uma onda de sequestros ao longo de vários anos, que atingiu seu pico em 2011. Desde então, incidentes esporádicos vêm sendo registrados.
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ONU alerta que retomada da guerra seria catastrófica
O secretário-geral da ONU alertou nesta segunda-feira (11/05) que seria catastrófico se o Oriente Médio voltasse a ser palco de ataques, depois de Donald Trump ter afirmado que o cessar-fogo com o Irão é "incrivelmente frágil".
"Um regresso aos combates em grande escala seria catastrófico. A situação é insustentável, dada a falta de liberdade de circulação no estreito de Ormuz", afirmou o porta-voz adjunto de António Guterres, Farhan Haq.
No entanto, o porta-voz defendeu "não dar demasiada atenção à retórica de nenhuma das partes envolvidas". "O que queremos é garantir que as próprias partes continuem empenhadas nas negociações", acrescentou.
Neste sentido, agradeceu ao Paquistão pelos esforços de mediação no conflito e pediu que estes continuassem.
Trump afirmou hoje que o cessar-fogo "continua em vigor", mas alertou que é "incrivelmente frágil".
No domingo, Trump rejeitou a última proposta de paz do Irã para pôr fim à guerra, considerando-a "totalmente inaceitável".
"Neste momento, o cessar-fogo ainda está em vigor, mas é incrivelmente frágil, diria eu. O mais frágil que já esteve. E digo isto depois de ler o lixo que nos enviaram. Nem terminei de ler", disse Trump aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, referindo-se à última proposta de Teerã.
Entre outras coisas, o documento de Teerã incluía o reconhecimento da sua soberania sobre o estreito de Ormuz, o pagamento de indenizações, a libertação de ativos bloqueados, o levantamento das sanções e o fim do conflito no Líbano.
Donald Trump admitiu, no entanto, que uma solução diplomática continua a ser "muito possível", apesar do impasse.
jps (Lusa)
Regime do Irã enforca ativista de 29 anos
As autoridades do Irã executaram Erfan Shakourzadeh, ativista de 29 anos, a quem acusavam de atuar como espião a serviço da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) e de seu equivalente de Israel, o Mossad, segundo informaram meios de comunicação iranianos.
A agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária iraniana, indicou que o jovem foi enforcado por "manter extensas comunicações com o inimigo para vender informações científicas do país", em meio às tensões de Teerã com Washington e o Estado hebreu.
O grupo de direitos humanos Iran Human Rights havia alertado no domingo sobre a possível execução de Shakourzadeh, a quem descreveu como um estudante de pós-graduação em Engenharia Aeroespacial da Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã.
O regime iraniano, por sua vez, alega que o jovem "foi recrutado para um projeto" relacionado a satélites e divulgou informações classificadas aos serviços secretos israelenses e à CIA.
"Nas primeiras etapas de comunicação, após preencher um formulário de cooperação com o Mossad, Erfan Shakourzadeh trocou informações por e-mail; informações iniciais como dados pessoais e familiares, local de trabalho, tipos de acesso, missões e funções organizacionais que desempenhava", acrescentou a Tasnim.
A notícia da execução é divulgada horas depois de o presidente americano, Donald Trump, considerar "totalmente inaceitável" a resposta do Irã à proposta de paz dos Estados Unidos, o que parece afastar novamente a possibilidade de um acordo para pôr fim à guerra.
O Irã acelerou as execuções desde o início da guerra, no último dia 28 de fevereiro, especialmente de réus condenados por seus supostos laços com Israel ou manifestantes que participaram dos protestos de janeiro.
Segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, 21 pessoas foram executadas e mais de 4.000 detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde o início do conflito bélico.
O Irã é um dos países com o maior número de execuções do mundo e, em 2025, enforcou 1.639 pessoas, um aumento de 68% em relação ao ano anterior, a cifra mais elevada desde 1989, de acordo com o relatório anual das ONGs Iran Human Rights (IHRNGO) e Ensemble contre la Peine de Mort (ECPM).
jps (EFE)
Sobe para 2.869 o total de mortos desde o início da ofensiva de Israel no Líbano
O número de mortos em quase dois meses e meio de ataques de Israel contra o Líbano subiu para 2.869, enquanto o sul do país continua registrando bombardeios e disparos de artilharia, apesar do cessar-fogo em vigor entre ambos os países.
"O balanço total acumulado da agressão desde 2 de março até 11 de maio é o seguinte: 2.869 mortos e 8.730 feridos", informou nesta segunda-feira, em um breve comunicado, o Centro de Operações de Emergência do Líbano, vinculado ao Ministério da Saúde Pública.
As violações da interrupção das hostilidades continuam nesta segunda-feira no sul do Líbano, onde a agência de notícias libanesa ANN contabilizou ataques israelenses contra localidades como Shaqra, Qlaileh e Zebdine - esta última cenário de um bombardeio que deixou dois mortos em um veículo.
Segundo o meio de comunicação estatal, as vítimas estavam distribuindo ajuda alimentar aos moradores a bordo de um veículo pertencente à prefeitura quando foram atingidas por um drone.
Perto dali, na cidade de Nabatieh, outro drone disparou próximo a um veículo do Exército libanês que escoltava, junto com uma ambulância, uma equipe de técnicos encarregados de reparar a rede elétrica da região, acrescentou a ANN.
Essas ações ocorreram apesar do cessar-fogo em vigor entre Líbano e Israel desde meados de abril, e embora esteja previsto que Washington receba ainda esta semana uma nova rodada de diálogo para estender a duração da trégua, além de abordar soluções a longo prazo.
jps (EFE)
Líbano pede aos EUA que pressionem Israel para cessar ataques antes de nova reunião
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro, Nawaf Salam, reiteraram nesta segunda-feira a necessidade de os Estados Unidos pressionarem Israel para cessar seus ataques durante reuniões separadas com o embaixador americano, Michel Issa, antes de mais uma reunião trilateral.
Aoun discutiu com o diplomata americano "os últimos desdobramentos relacionados à terceira reunião Líbano-EUA-Israel desta semana em Washington e enfatizou a necessidade de pressionar Israel a cessar fogo".
De acordo com um comunicado da presidência libanesa, Aoun também pediu o fim das "operações militares" realizadas por Israel, assim como da demolição de casas em zonas ocupadas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) no sul do Líbano.
O premiê libanês também recebeu o embaixador dos EUA em uma reunião separada, e os dois discutiram os preparativos em andamento para a rodada de negociações agendada para o final desta semana em Washington.
"Salam enfatizou a necessidade de pressionar Israel para que cesse os ataques e violações em curso, a fim de consolidar o cessar-fogo", afirmou o escritório do primeiro-ministro em comunicado.
Segundo a imprensa local, Issa também se reuniu hoje com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, um aliado importante do grupo xiita Hezbollah, que não participa das negociações diretas com Israel e se opõe a elas, considerando-as favoráveis aos interesses israelenses.
O cessar-fogo, que entrou em vigor em abril, está sendo violado diariamente e deve expirar em uma semana, embora o Líbano tente prorrogá-lo durante as negociações nos próximos dias.
jps (EFE)
Trump adverte que cessar-fogo é "incrivelmente frágil" após resposta "lixo" do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta segunda-feira que o cessar-fogo com o Irã é "incrivelmente frágil" após a resposta da república islâmica ao plano de acordo de paz, que o republicano classificou como um "pedaço de lixo".
"No momento, o cessar-fogo continua em vigor, mas é incrivelmente frágil, eu diria. O ponto mais fraco em que já esteve. E digo isso após ler o pedaço de lixo que nos enviaram. Nem sequer terminei de ler", declarou o presidente americano à imprensa no Salão Oval da Casa Branca.
Trump disse que, ao ler a resposta iraniana, sentiu que estava "perdendo tempo", e por isso apontou que o cessar-fogo vigente desde 8 de abril está "em respiração assistida".
"Eles querem negociar e nos apresentam uma proposta estúpida; é uma proposta estúpida, e ninguém a aceitaria. Apenas (o ex-presidente Barack) Obama a teria aceitado", disse.
Trump insistiu que seu governo tem "um plano", que consiste em garantir que a república islâmica jamais obtenha uma arma nuclear, e criticou o fato de este compromisso não figurar na resposta de Teerã.
Apesar de seu desacordo, Trump respondeu a uma pergunta da imprensa afirmando que uma solução diplomática com o Irã continua sendo "muito possível".
A trégua na guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã encontra-se em seu momento mais delicado depois que o próprio Trump classificou, no domingo, como "totalmente inaceitável" a resposta de Teerã à proposta de paz de Washington, cujos detalhes são desconhecidos.
O Paquistão, país mediador nas negociações, confirmou que recebeu a resposta iraniana à última proposta dos Estados Unidos, em meio à escalada bélica de Teerã, que no domingo atacou com um drone um navio comercial nas águas do Catar.
jps (EFE)
Mundo enfrenta maior crise energética da história, afirma AIE
O volume de oferta de petróleo perdido devido à guerra no Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz atinge 14 milhões de barris por dia, segundo afirmou nesta segunda-feira (11/05) o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. Esse volume corresponde a cerca de 13,5% do consumo total global médio que a AIE estima para este ano.
"A quantidade de petróleo que perdemos hoje nesta crise energética é maior do que em todas as crises energéticas que já ocorreram na história", ressaltou Birol em entrevista coletiva em Viena. Embora a AIE esteja realizando "esforços diplomáticos" para que outros produtores, como Brasil, Nigéria e Canadá, aumentem sua extração a fim de compensar parte da perda, também são necessárias medidas para reduzir o consumo, destacou Birol.
Redução no consumo
Entre as possíveis medidas, defendeu o incentivo ao transporte público, a redução dos limites de velocidade dos veículos e a facilitação do trabalho remoto, advertindo que quanto mais tarde se reagir, mais dolorosas serão as providências. "É importante dar esses passos o quanto antes, porque, se esperarmos, as medidas terão que ser mais drásticas", sublinhou.
Embora tenha admitido que a situação na Ásia é mais urgente por sua maior dependência dos suprimentos do Golfo Pérsico, Birol alertou que o mercado mundial de petróleo e gás é um só, e a crise está atingindo todos os países.
cn (EFE, AFP)
Trump rejeita resposta iraniana para plano de paz e deixa cessar-fogo sob ameaça
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (09/05) que as condições impostas pelo Irã para o fim da guerra no Oriente Médio são "totalmente inaceitáveis", colocando em risco o frágil cessar-fogo em vigor na região após semanas de negociações.
O Irã havia respondido à mais recente proposta de paz de Washington no início do dia, alertando que não hesitaria em retaliar contra quaisquer novos ataques dos EUA ou à presença de mais navios de guerra estrangeiros no Estreito de Ormuz.
Trump não forneceu detalhes sobre a contraproposta iraniana. Ele se limitou a fazer uma postagem em sua plataforma Truth Social deixando claro que a rejeitava. "Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gostei - totalmente inaceitável", excreveu Trump.
Teerã manteve publicamente sua postura desafiadora, apesar da diplomacia nos bastidores. "Nunca nos curvaremos ao inimigo e, se houver conversas sobre diálogo ou negociação, isso não significa rendição ou recuo", disse o presidente iraniano Masoud Pezeshkian neste domingo, no X.
Teerã pede fim da guerra "em todas as frentes"
De acordo com a emissora estatal iraniana Irib, a resposta de Teerã ao plano dos EUA, repassada a mediadores paquistaneses, se concentrava em acabar com a guerra "em todas as frentes, especialmente no Líbano" - onde Israel mantém sua ofensiva contra o grupo islamista Hezbollah, apoiado pelo Irã - bem como em "garantir a segurança da navegação" no Estreito de Ormuz.
A proposta dos EUA supostamente se concentrava em estender a trégua no Golfo Pérsico para permitir negociações sobre um acordo final para o conflito e sobre o programa nuclear iraniano.
O jornal The Wall Street Journal, citando pessoas familiarizadas com o assunto, relatou que o Irã apresentou suas próprias exigências a Washington e propôs que parte de seu urânio altamente enriquecido fosse diluído e o restante transferido para um terceiro país.
Em sua resposta, transmitida por meio do mediador Paquistão, o Irã teria solicitado garantias de que o urânio transferido seria devolvido caso as negociações fracassassem ou se Washington abandonasse o acordo posteriormente.
rc/as (Reuters)
Guerra de Israel com o Irã "ainda não terminou", diz Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou à emissora americana CBS em entrevista divulgada neste domingo (10/05) que a guerra de seu país com o Irã ainda não terminou, uma vez que o Irã ainda possui urânio enriquecido e instalações de enriquecimento.
"Não acabou porque ainda há material nuclear, urânio enriquecido, que precisa ser retirado do Irã", disse o premiê ao programa 60 Minutes. Netanyahu afirmou que as instalações de enriquecimento de urânio ainda precisam ser desmanteladas. "Degradamos boa parte, mas tudo ainda está lá, e há trabalho a ser feito", pontuou.
Ele destacou ainda que o Irã também continuou a apoiar grupos aliados, como a grupo libanês Hezbollah, e a produzir mísseis balísticos.
Ao ser questionado sobre como o urânio altamente enriquecido deveria ser removido do Irã, Netanyahu respondeu: "Você entra e retira". Ele se recusou a dizer exatamente como isso seria feito ou quando o material seria removido do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já não mais considera totalmente encerrada a ofensiva dos EUA. No programa de televisão Full Measure, transmitido neste domingo, ele voltou atrás em declarações feitas no início de maio, nas quais seu governo declarou oficialmente o fim da guerra contra o Irã. "Eu disse que eles foram derrotados, mas isso não significa que acabou", disse Trump.
Os comentários do americano foram feitos cerca de uma semana depois de uma carta ao Congresso na qual ele afirmara que "as hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 terminaram". O secretário de Estado Marco Rubio também afirmou anteriormente que a operação militar contra o Irã teria acabado.
rc/as (DPA)
Irã responde à proposta de paz dos EUA
O Irã respondeu à proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra na região por meio do Paquistão, informou neste domingo a mídia estatal iraniana. O conteúdo da resposta ainda não é publicamente conhecido.
"A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de mediadores paquistaneses, sua resposta ao mais recente texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra", afirmou a agência oficial IRNA, sem fornecer detalhes.
Uma pessoa familiarizada com o tema disse à agência que o foco da proposta iraniana é o cessar das hostilidades na região.
Já à agência Reuters, fontes dos dois lados relataram que os esforços de paz mais recentes visam um memorando de entendimento temporário para suspender a guerra e permitir o tráfego pelo Estreito de Ormuz. Enquanto isso, se discutiria um acordo mais abrangente, que teria de abordar questões espinhosas, como o programa nuclear do Irã.
A proposta enviada anteriormente por Washington envolvia estender a trégua em vigor, de modo a permitir negociações sobre uma solução definitiva para o conflito, iniciado há dez semanas com ataques americanos e israelenses contra o Irã.
ht (Reuters, AFP)
Navio com destino ao Brasil cruza Estreito de Ormuz
Um navio graneleiro com destino ao Brasil atravessou o Estreito de Ormuz utilizando uma rota designada pelas Forças Armadas do Irã, informou neste domingo (10/05) a agência semioficial iraniana Tasnim.
Segundo a agência, a embarcação leva bandeira do Panamá e se chama Mdl Toofan. Ela partiu do porto de Ras al-Khair, na Arábia Saudita, e seguia para Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
O navio já havia tentado cruzar o estreito em 4 de maio, mas foi obrigado a retornar por forças armadas iranianas, acrescentou a agência.
Ainda de acordo com a Tasnim, trata-se da segunda embarcação desde sábado a utilizar a rota determinada pelo Irã para atravessar a estratégica via marítima.
ht (Reuters)
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