Indefinição persiste quatro meses após desabamento na Plataforma de Atlântida
Audiência conciliatória para atribuir responsabilidades está agendada para a próxima semana
O futuro da Plataforma de Atlântida permanece incerto, quatro meses após o desabamento de parte da estrutura em outubro do ano passado. O acesso à plataforma continua interditado, e uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) busca regularizar a situação jurídica do local.
Uma audiência conciliatória, agendada para o dia 26 de fevereiro, visa definir a responsabilidade sobre a estrutura. A ação foi direcionada contra a União, o município de Xangri-lá e a Associação dos Usuários da Plataforma Marítima da Atlântida (Asuplama).
Caso a situação não seja resolvida, e não haja viabilidade de manutenção segura da plataforma, o MPF sugere a possibilidade de demolição. A ação busca não apenas a regularização jurídica, mas também a definição de responsabilidades pela conservação e restauração do local, visando garantir sua utilização segura.
A Asuplama, responsável pela gestão da plataforma, enfrenta dificuldades financeiras após a queda de visitantes e associados. O presidente da associação afirma a intenção de continuar administrando a estrutura, mas destaca a necessidade de apoio financeiro para os reparos.
A prefeitura de Xangri-lá demonstra interesse em assumir e reformar a plataforma, desde que a condição da estrutura seja atestada por um laudo elaborado pelo Laboratório de Ensaios de Modelos Estruturais (Leme) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A Plataforma de Atlântida, inaugurada na década de 1970, é um ponto turístico importante em Xangri-lá, avançando 280 metros sobre o mar. A estrutura era frequentada por cerca de 500 visitantes diários durante a alta temporada, recebendo anualmente cerca de 30 mil turistas antes do desabamento.