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Ibovespa registra alta de 12,56% em janeiro e atinge marca histórica desde 2010

Principal índice da bolsa brasileira apresenta o melhor desempenho para o primeiro mês do ano em duas décadas, impulsionado por expectativas de juros e cenário externo

30 jan 2026 - 21h49
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O Ibovespa encerrou o mês de janeiro de 2026 com uma valorização de 12,56%. De acordo com levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta, este percentual representa a terceira maior alta mensal do índice desde o ano de 2010. O desempenho atual fica abaixo apenas dos resultados registrados em março de 2016 (16,97%) e novembro de 2020 (15,90%).

A expectativa do mercado é de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes da taxa Selic em março
A expectativa do mercado é de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes da taxa Selic em março
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Considerando especificamente o mês de janeiro, o resultado de 2026 do Ibovespa é o mais expressivo desde 2006, período em que o avanço foi de 14,55%. No fechamento desta sexta-feira (30), o índice apresentou recuo de 0,97%, situando-se em 181.364 pontos. Apesar da oscilação diária, o acumulado dos últimos 12 meses registra uma valorização de 42,90%.

A manutenção do desempenho do mercado financeiro para o restante de 2026 está vinculada a indicadores econômicos nacionais e internacionais. Um dos fatores centrais é a sinalização de redução nas taxas de juros.

No cenário interno, a expectativa do mercado é de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes da taxa Selic em março. A projeção aponta para uma redução acumulada de 2,75 pontos percentuais até o término de 2026, o que levaria os juros dos atuais 15% para 12,25% ao ano.

Simultaneamente, o Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, mantém a perspectiva de redução nas taxas americanas. Em 2025, o órgão realizou três cortes, posicionando os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A queda nos rendimentos dos títulos públicos americanos tende a deslocar o capital de investidores para ativos de risco em mercados emergentes, como o Brasil, em busca de maior rentabilidade.

O fluxo de capital estrangeiro para a bolsa de valores brasileira também é influenciado pela conjuntura política global. As medidas adotadas pela administração de Donald Trump nos Estados Unidos, incluindo ações na Venezuela e declarações sobre a Groenlândia, geram instabilidade em economias desenvolvidas.

Entretanto, analistas indicam que fatores de incerteza podem atuar de forma ambivalente. Se por um lado a instabilidade externa atrai capital para o Brasil, por outro, a imprevisibilidade política e o calendário eleitoral brasileiro representam variáveis que podem impactar a trajetória de alta das ações. Atualmente, o mercado avalia os ativos brasileiros como descontados em relação ao seu potencial de retorno, o que tem antecipado o movimento de compra por parte dos investidores.

Perfil Brasil
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