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Homem é condenado a 26 anos de prisão por morte de menina de 2 anos em Paulista

A babá da criança, Adriele Cristina França do Nascimento, também foi condenada, mas pelo crime de denunciação caluniosa. A pena estabelecida foi de dois anos de prisão.

16 out 2026 - 09h38
(atualizado às 12h45)
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Resumo
Leocimar Jandir da Silva Cunha foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato de Nicolly Vitória, de 2 anos, ocorrido em Paulista (PE) em 2021. As investigações revelaram que a menina morreu devido a agressões físicas que causaram hemorragia interna e traumatismo abdominal, e não por engasgo, como alegado antes. A babá, Adriele Cristina, recebeu pena de dois anos em serviços comunitários por denunciação caluniosa, após mentir à polícia para tentar encobrir o companheiro.

Um homem identificado como Leocimar Jandir da Silva Cunha foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela morte de Nicolly Vitória Silva Almeida, de 2 anos. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de outubro, durante julgamento realizado no Fórum de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Homem é condenado a 26 anos de prisão por morte de menina de 2 anos em Paulista
Homem é condenado a 26 anos de prisão por morte de menina de 2 anos em Paulista
Foto: Reprodução/Google Street View / Portal de Prefeitura

A babá da criança, Adriele Cristina França do Nascimento, também foi condenada, mas pelo crime de denunciação caluniosa. A pena estabelecida foi de dois anos de prisão, dez dias-multa e pagamento de um salário mínimo. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços comunitários durante dois anos.

Leocimar já estava preso e não recebeu autorização para recorrer em liberdade. Adriele, que respondia ao processo em liberdade, poderá permanecer nessa condição. A defesa dela informou que pretende recorrer da condenação.

Como ocorreu a condenação

O caso aconteceu em 22 de outubro de 2021, no bairro de Maranguape I, em Paulista. Inicialmente, a morte da menina foi atribuída a um suposto engasgo com cuscuz e mingau. Essa foi a explicação recebida pela mãe da criança, Nathália Silva Ferreira, enquanto trabalhava.

A investigação da Polícia Civil de Pernambuco mudou o rumo do caso após os investigadores apontarem Leocimar, então com 21 anos, como suspeito das agressões que provocaram a morte da menina. Ele foi preso preventivamente e encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.

Durante as apurações, a mãe de Leocimar chegou a ser apontada como suspeita e presa em flagrante. Posteriormente, a polícia passou a atribuir ao companheiro da babá a responsabilidade pelas agressões.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil na época, Adriele prestou um segundo depoimento e admitiu ter mentido na primeira versão apresentada aos investigadores. Conforme o relato, ela teria tentado proteger a si mesma e ao companheiro, atribuindo inicialmente a responsabilidade pelo ocorrido à sogra.

Laudo apontou lesões graves

De acordo com as investigações, Nicolly estava sob os cuidados da babá quando ficou na companhia de Leocimar e de outra criança, também de 2 anos, que era parente da família.

A apuração policial apontou que o homem teria se irritado depois que Nicolly acordou chorando e, em seguida, praticado as agressões. A menina foi levada para atendimento médico, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paulista. O laudo pericial apontou que a criança sofreu traumatismo abdominal fechado, com rompimento do fígado e do baço, além de hemorragia interna grave. O documento também registrou lesões e sangramentos na cabeça.

Além da pena de dois anos, Adriele foi condenada ao pagamento de dez dias-multa e de um salário mínimo. Conforme a decisão informada após o julgamento, a prisão foi substituída por prestação de serviços comunitários pelo período de dois anos e pagamento em parcela única.

Como respondia ao processo em liberdade, ela poderá continuar nessa condição enquanto recorre da decisão, conforme as informações divulgadas após a sessão.

Já Leocimar permanecerá preso, uma vez que a Justiça não concedeu o direito de recorrer em liberdade. A defesa de Adriele pretende contestar a condenação. Não foram informadas, no material disponibilizado, as medidas que a defesa de Leocimar poderá adotar após o julgamento.

Portal de Prefeitura
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