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Homem de 56 anos é preso por abuso sexual após confundirem seu nome

Jabson Andrade da Silva, de 56 anos, foi preso injustamente por abuso sexual após confundirem seu nome com o do autor do crime, Jabison Andrade da Silva

17 jul 2025 - 10h17
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Homem de 56 anos é preso por abuso sexual após confundirem seu nome
Homem de 56 anos é preso por abuso sexual após confundirem seu nome
Foto: Reprodução/ G1 / Contigo

Desesperador é a palavra para este caso! O eletricista Jabson Andrade da Silva, de 56 anos, e morador da região do Grajaú, Zona Sul de São Paulo, foi preso injustamente acusado de estupro após confundirem seu nome com o do real autor do crime, Jabison Andrade da Silva. A única diferença entre a grafia dos dois é a ausência da letra "i" no nome do que foi confundido com o criminoso.

Como aconteceu o caso?

Jabson, ficou mais de uma semana preso injustamente por estupro no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Diferente do autor do crime, ele nasceu em Araci, Bahia, porém vive na capital paulista desde 1991 e é casado há 33 anos e pai de duas filhas, e o principal: Não tem passagem pela polícia.

Já o criminoso Jabison já tinha passagem pela polícia após ter sido denunciado pela ex-companheira por estuprar a enteada durante os anos de 2008 e 2015 em uma cidade baiana, Ubatã.

No momento em que o caso foi anunciado, o nome citado pelos responsáveis foi sem a letra "i", ou seja, condenando o Jabson errado. O erro permaneceu até o pedido de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Em entrevista ao G1, o acusado injustamente contou detalhadamente como foram os momentos que antecederam sua prisão. "Era por volta de 10h, e os policiais foram à minha casa. Perguntaram se eu tinha passagem pela polícia, e eu disse que não. Aí ele disse: 'Olha, estou aqui com um mandado de prisão que vem do estado da Bahia. A acusação de um crime gravíssimo, coisa séria'. Aí perguntei o que era e me disseram que era estupro de vulnerável. Falei que não havia feito nada e que minha consciência estava limpa. Nisso, minha mulher já começou a passar mal", iniciou o eletricista.

"Me levaram para um DP, depois para outra delegacia e pegaram meus documentos, dados. O investigador disse que aparecia mais crimes no meu nome, e eu falei que nunca tive passagem pela polícia. Na primeira delegacia que me levaram, eu consegui falar com minha esposa para acionar meu compadre para ver um advogado", continuou Jabson.

No dia 8 de julho, o eletricista foi para o Fórum da Barra Funda, onde passou por uma audiência de custódia e o encaminharam para uma cela no CDP Pinheiros. "É até difícil relatar como foi. As coisas foram acontecendo a cada instante. A cela que me deixaram, tinha um rapaz que já tinha puxado 20 anos de cadeia, juntando todas as prisões. Tinha sido preso umas quatro, cinco vezes. Foi horrível. A comida é pouca, e o lugar é feito para ninguém gostar daquilo. É desumano".

"Eu tinha visto uma reportagem sobre um preso injustamente, mas não pensava que isso aconteceria comigo. Nos anos 2000, teve um episódio de confundirem meu nome também em um processo de falso testemunho em um crime de Suzano [interior de SP]. E tive que comprovar que era homônimo. Mas prisão assim, [por engano], por estupro, não desejo nem para o meu pior inimigo", completou sua indignação ao ter sido preso injustamente.

Liberdade para Jabson

A família de Jabson começou a reunir documentos e provas para comprovar sua inocência ao lado de seus advogados. Entre as comprovações, os parentes mostraram que o eletricista nunca teve uma enteada e que mora na capital paulista há muitos anos, inclusive, trabalhava por lá no período em que o crime ocorreu na Bahia.

Carteira de trabalho e outros documentos foram apresentados para conseguir a liberdade de Jabson, além do contato direto com a mulher que fez a denúncia através da imprensa local, para que ela confirmasse que ele não era o verdadeiro autor do crime.

Depois de 8 dias preso, Jabson conseguiu sua liberdade, e o momento do reencontro com a família, na porta do presídio, viralizou nas redes sociais. Em nota enviada ao G1, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público da Bahia verificaram a possibilidade de um erro surante o mandato. Já as autoridades de São Paulo informaram apenas que ele foi colocado à disposição da justiça e agora está em liberdade.

"Houve falha em promover as diligências mínimas, de conferência da data de nascimento, filiação, RG, CPF, [conferências] necessárias para confirmar a real identidade. E selaram o destino de um inocente à prisão sob a alegação de um crime de capitulação tão grave que o mesmo precisou ficar isolado na ala denominada "Seguro" do Centro de Detenção Provisória", finaliza o advogado Carlos Magno.

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