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Guerra de Versões: Enquanto Trump celebra 'conversas produtivas', Irã nega diálogo e acusa EUA de pânico econômico

Entenda os bastidores do adiamento dos ataques dos EUA contra a infraestrutura energética iraniana e a reação de Teerã

23 mar 2026 - 11h36
(atualizado às 11h48)
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O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) uma pausa de cinco dias nos planos de atacar a infraestrutura energética do Irã. Segundo o republicano, a decisão decorre de "conversas muito boas e produtivas" ocorridas entre Washington e Teerã no último fim de semana. Contudo, o governo iraniano contesta essa versão. A agência Fars, vinculada à Guarda Revolucionária, afirmou que não houve "nenhum contato direto ou indireto com Trump", sugerindo que o presidente teria "recuado" ao ser alertado de que o Irã revidaria atingindo usinas elétricas na Ásia Ocidental.

Trump suspende ataques ao Irã após ameaça de caos energético total
Trump suspende ataques ao Irã após ameaça de caos energético total
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

O pronunciamento de Trump

Através da rede Truth Social, Trump demonstrou otimismo sobre um possível acordo diplomático: "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o país do Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio".

Ele acrescentou que, devido ao "tom e no teor dessas conversas profundas, detalhadas e construtivas", ordenou ao Departamento de Guerra o adiamento das ofensivas militares contra a rede de energia iraniana por cinco dias, condicionado ao progresso das discussões.

Escalada de ameaças e o Estreito de Ormuz

O recuo temporário ocorre após um ultimato de 48 horas dado por Trump para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz — canal por onde circula 20% do petróleo e gás mundial. Em resposta, Teerã ameaçou destruir "de forma irreversível" infraestruturas críticas em todo o Oriente Médio, visando inclusive locais com participação econômica americana e bases militares.

A agência Tasnim reforçou a postura de resistência do país, tratando o anúncio de Trump como uma manobra psicológica:"Desde o início da guerra, mensagens foram enviadas a Teerã por alguns mediadores, mas a resposta clara do Irã tem sido que continuará sua defesa até que o nível necessário de dissuasão seja alcançado".

Impacto econômico e críticas internas

Analistas e opositores sugerem que o movimento de Trump visa estabilizar a economia. O anúncio provocou a queda no preço do petróleo e a alta nas bolsas americanas. Para o senador democrata Chris Murphy, a atitude demonstra insegurança: "não é uma mensagem para o Irã; é uma mensagem em pânico para os mercados".

Cenário de incerteza

Apesar da pausa, a tensão permanece alta. Relatos indicam que os EUA ainda consideram o bloqueio da Ilha de Kharg e movimentam milhares de militares para a região. Especialistas apontam a dificuldade de uma "resolução completa" enquanto o objetivo de Washington e Israel for a queda do regime iraniano. Aliás, permanece resiliente, mesmo após a morte de figuras centrais, como o aiatolá Ali Khamenei.

Perfil Brasil
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