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Polêmica em família: influenciadora argentina repudia gestos racistas do próprio pai

Entenda o novo escândalo envolvendo o pai da advogada ré por injúria racial e os detalhes da fiança de quase 100 mil reais

4 abr 2026 - 19h45
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A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, que responde como ré por injúria racial em território brasileiro, publicou um posicionamento oficial em suas redes sociais neste sábado (4). O objetivo da manifestação foi desvincular sua imagem das atitudes recentes de seu pai, o empresário Mariano Páez. Ele foi filmado em um bar na cidade de Santiago del Estero, na Argentina, imitando um macaco e proferindo frases polêmicas sobre o Estado. Segundo informações apuradas pelo portal g1, as imagens causaram forte repercussão negativa, especialmente porque os gestos do empresário são idênticos aos que levaram a filha à prisão no Rio de Janeiro em janeiro deste ano.

Pai de influenciadora e Agostina Páez
Pai de influenciadora e Agostina Páez
Foto: Reprodução/ TV Globo / Perfil Brasil

Em seu perfil, a influenciadora demonstrou abatimento e foi enfática ao condenar a postura do familiar. "O que se vê é lamentável e eu repudio completamente. Eu me responsabilizo pelo que fiz: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelos meus próprios atos", afirmou Agostina. Ela ressaltou que não possui qualquer relação com o episódio ocorrido na Argentina e que estava em casa acompanhada de amigos no momento dos fatos. A manifestação do pai aconteceu menos de 24 horas após o retorno da advogada ao seu país de origem, após um longo período sob monitoramento judicial no Brasil.

O vídeo do empresário mostra Mariano em uma saída noturna gritando e imitando um animal, repetindo o comportamento que gerou o processo criminal contra a filha. Além disso, circulou outra gravação em que ele se gaba de ter pago a fiança da advogada e afirma ter asco do governo. "Eu tenho asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota", declarou o homem no vídeo. De acordo com o jornal La Nación, o empresário alegou que as imagens foram forjadas por inteligência artificial. No entanto, ferramentas de análise técnica submetidas pelo jornalismo indicaram que a chance de manipulação digital nos vídeos varia entre apenas 0% e 2%.

No Brasil, a Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que a ré retirou a tornozeleira eletrônica na última terça-feira (31) após autorização judicial. Ela pagou uma fiança estabelecida em aproximadamente 97 mil reais, valor equivalente a 60 salários mínimos, para poder responder ao processo em liberdade na Argentina. O desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso na Oitava Câmara Criminal, entendeu que não havia mais necessidade de manter as restrições após o fim da fase de instrução. A denúncia do Ministério Público aponta que Agostina ofendeu três funcionários de um bar em Ipanema com termos pejorativos e gestos racistas, crimes pelos quais ela agora aguarda julgamento final.

Perfil Brasil
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