Polêmica em família: influenciadora argentina repudia gestos racistas do próprio pai
Entenda o novo escândalo envolvendo o pai da advogada ré por injúria racial e os detalhes da fiança de quase 100 mil reais
A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, que responde como ré por injúria racial em território brasileiro, publicou um posicionamento oficial em suas redes sociais neste sábado (4). O objetivo da manifestação foi desvincular sua imagem das atitudes recentes de seu pai, o empresário Mariano Páez. Ele foi filmado em um bar na cidade de Santiago del Estero, na Argentina, imitando um macaco e proferindo frases polêmicas sobre o Estado. Segundo informações apuradas pelo portal g1, as imagens causaram forte repercussão negativa, especialmente porque os gestos do empresário são idênticos aos que levaram a filha à prisão no Rio de Janeiro em janeiro deste ano.
Em seu perfil, a influenciadora demonstrou abatimento e foi enfática ao condenar a postura do familiar. "O que se vê é lamentável e eu repudio completamente. Eu me responsabilizo pelo que fiz: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelos meus próprios atos", afirmou Agostina. Ela ressaltou que não possui qualquer relação com o episódio ocorrido na Argentina e que estava em casa acompanhada de amigos no momento dos fatos. A manifestação do pai aconteceu menos de 24 horas após o retorno da advogada ao seu país de origem, após um longo período sob monitoramento judicial no Brasil.
O vídeo do empresário mostra Mariano em uma saída noturna gritando e imitando um animal, repetindo o comportamento que gerou o processo criminal contra a filha. Além disso, circulou outra gravação em que ele se gaba de ter pago a fiança da advogada e afirma ter asco do governo. "Eu tenho asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota", declarou o homem no vídeo. De acordo com o jornal La Nación, o empresário alegou que as imagens foram forjadas por inteligência artificial. No entanto, ferramentas de análise técnica submetidas pelo jornalismo indicaram que a chance de manipulação digital nos vídeos varia entre apenas 0% e 2%.
No Brasil, a Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que a ré retirou a tornozeleira eletrônica na última terça-feira (31) após autorização judicial. Ela pagou uma fiança estabelecida em aproximadamente 97 mil reais, valor equivalente a 60 salários mínimos, para poder responder ao processo em liberdade na Argentina. O desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso na Oitava Câmara Criminal, entendeu que não havia mais necessidade de manter as restrições após o fim da fase de instrução. A denúncia do Ministério Público aponta que Agostina ofendeu três funcionários de um bar em Ipanema com termos pejorativos e gestos racistas, crimes pelos quais ela agora aguarda julgamento final.
El padre de Agostina Páez, la argentina que estuvo dos meses detenida en Brasil por gestos racistas, fue filmado en un bar de Santiago del Estero haciendo gestos de mono y admitió ser "empresario, millonario, usurero y narco", a 24 horas del regreso de su hija al país. https://t.co/tyzczojGM9 pic.twitter.com/gy03cqkuXT
— MDZ Online (@mdzol) April 3, 2026