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Governador em exercício do Rio demite centenas e mira funcionários fantasmas

Entenda o plano de Ricardo Couto para economizar R$ 10 milhões por mês e a reestruturação que já exonerou mais de 500 servidores

18 abr 2026 - 15h41
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O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, publicou neste sábado (18) uma nova lista de exonerações que atinge 93 nomes vinculados à Secretaria de Governo e à Casa Civil. O fato mais impactante dessa gestão é a velocidade dos cortes, somando 544 demissões em apenas 20 dias de governo. De acordo com informações do G1, as medidas fazem parte de um amplo plano de reestruturação que pretende eliminar cerca de 40% dos cargos comissionados dessas pastas. O objetivo principal da administração é realizar um corte de aproximadamente 1,6 mil funções, mirando especialmente funcionários que não estariam em atividade, conhecidos popularmente como fantasmas. Entre os atingidos pela medida deste sábado estão servidores que disputaram eleições municipais no interior e foram designados para funções em locais distantes de suas residências.

Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto
Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto
Foto: Brunno Dantas/TJRJ / Perfil Brasil

A estimativa oficial é que essas medidas do governador em exercício do Rio gerem uma economia mensal de cerca de R$ 10 milhões para os cofres públicos fluminenses. Além dos desligamentos, o governo promoveu uma reforma administrativa com a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo as áreas de Gastronomia e Ações Comunitárias. Para reorganizar a máquina, Couto recriou a Subsecretaria-Geral, que será comandada pelo procurador do estado Sérgio Pimentel. Ele atuará ao lado do novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, também procurador de carreira. Desde que assumiu o cargo em março, o governador já realizou nove nomeações estratégicas para liderar órgãos como a Cedae, o Detran e o Instituto de Segurança Pública, sob o comando de Bárbara Caballero de Andrade.

O governo classifica este movimento como um choque de transparência sem precedentes no estado. Além das mudanças de pessoal, foi determinada uma auditoria minuciosa em mais de 6,7 mil contratos ativos que somam aproximadamente R$ 81 bilhões. Essa análise abrange tanto a administração direta quanto empresas estatais, buscando identificar responsáveis e revisar gastos considerados desnecessários. O governador em exercício do Rio tem focado na ocupação de cargos técnicos, nomeando profissionais como Bruno Campos Pereira para a Controladoria Geral do Estado e Rafael Rolin para a presidência da Cedae. O Palácio Guanabara afirma que as medidas publicadas no Diário Oficial são resultado de auditorias rigorosas que buscam mapear a real necessidade de cada função e contrato dentro da estrutura estadual.

Perfil Brasil
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