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Ginecologista é apontado como médico conselheiro da saúde integral da mulher brasileira

24 ago 2017 - 12h53
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Independente, decidida, livre de preconceitos, bem informada e priorizando a própria saúde e a qualidade de vida. Este foi o perfil predominante das mulheres entrevistadas em pesquisa nacional realizada via internet, no primeiro semestre de 2017. A SOGESP perguntou a 517 mulheres com idade superior a 18 anos sobre a sua saúde sexual e investigou a respeito dos hábitos de prevenção e qualidade de vida ginecológica.

Entre as entrevistadas, 75% afirmaram que têm um médico de confiança para acompanhar a sua saúde ginecológica, e que este se torna também uma espécie de conselheiro, proporcionando maior liberdade na hora de eliminar dúvidas. Além das questões ginecológicas, o profissional visitado regularmente pelas mulheres (84%) é o especialista com quem ela se sente segura em compartilhar dúvidas e pedir orientação sobre outras patologias (88%).

Cerca de 66% delas afirmaram se sentir totalmente à vontade para falar abertamente sobre assuntos que muitas vezes ultrapassam as questões do especialista, porém importantes para o bem-estar e qualidade de vida integral destas pacientes. Outra parcela de mulheres mais reservadas (21,1%) admitiu que o diálogo com o ginecologista sobre outros problemas não relacionados à ginecologia é uma possibilidade.

A grande maioria destas mulheres, 90%, afirma ter sido corretamente orientada na realização dos exames preventivos de rotina durante as consultas com especialista, o que demonstra a conduta correta com relação aos procedimentos preconizados mundialmente.

Neste ponto é importante frisar que estas consultas ocorreram tanto no sistema público de saúde quanto no privado, seja ele convênio ou consulta particular. Porém, como o público abordado nesta enquete foram mulheres com maior poder aquisitivo, 68% realizam suas consultas mediante plano de saúde, 23% procuram seu médico particular e apenas 9% fizeram uso do sistema público de saúde.

Enquanto 82,4 % das mulheres mantém em dia suas consultas ginecológicas, realizando exames médicos preventivos, uma pequena parcela de 17,6% declarou não ter consultado um especialista há mais de um ano, número expressivo e preocupante quando falamos de prevenção de doenças. No Brasil, estima-se que anualmente, mais de 15 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo do útero. É o terceiro tipo de câncer mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama.

No entanto, apesar de maior acesso às informações e aos tratamentos nos dias atuais, a pesquisa apontou que cerca de 34% das brasileiras continuam com questões ginecológicas não resolvidas. Os motivos passam pela falta de um médico de confiança, inibição para expor seus problemas particulares ou simplesmente porque não cumpriram a rotina de exames preventivos, o que dificulta fechar um diagnóstico.

Para o presidente da SOGESP, Dr. Paulo César Giraldo, "a promoção da saúde da mulher brasileira é o principal objetivo e desafio da nossa Sociedade. É muito importante que todas as mulheres tenham a consciência da importância da visita regular ao ginecologista na prevenção de problemas graves que ainda matam milhares de mulheres em todo o país, como o câncer de mama e de colo de útero. Nos últimos dois anos, temos desenvolvido uma série de iniciativas dentro de um programa chamado 'Saúde da Mulher', para levar informação e orientação médica de forma eficiente e gratuita às mulheres brasileiras".

Em outra questão abordou-se a preferência entre ginecologistas do sexo masculino ou feminino. Quase metade das mulheres, 47%, afirmou preferir uma médica, 14% preferem ser atendidas por homens, enquanto 39% se dizem indiferentes quanto ao gênero do profissional. A tradução destes números, revela o empoderamento da mulher e paciente na livre escolha do gênero do profissional que a deixa mais segura.

As respostas obtidas estão de acordo com as recentes mudanças de hábitos visando a prevenção, mas também se devem à longevidade da população mundial, e ao natural aumento do número de visitas ao médico ginecologista ao longo da vida. A tendência é buscar orientação desde a primeira menstruação, muito além do pré-natal e pós-parto. Entre as entrevistadas, 84% afirmaram ter procurado orientação médica antes dos 19 anos, demonstrando a busca pelo ginecologista para prevenção e educação e não apenas no momento da doença ou gravidez.

Inclusive, se o atendimento fosse restrito ao período de gravidez, a especialidade obstétrica seria pouco acionada, pois 45% das entrevistadas não têm ou ainda não tiveram filhos. A queda da taxa de natalidade brasileira é um fato, especialmente entre as brasileiras com maior escolaridade, como no caso do perfil das participantes desta amostra, em que 85% apresentaram curso superior, e 13% concluíram o ensino médio.

As respostas destas 517 mulheres de 4 regiões do Brasil deixaram clara a importância vital da formação de médicos ginecologistas com postura humanizada para olhar e ouvir atentamente suas pacientes. Por mais independente ou bem informada que seja, a mulher moderna busca um ginecologista para chamar de seu, que a trate como indivíduo em suas necessidades, livre de barreiras e preconceitos.

Serviço:

XXII Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia SOGESP

Data: de 24 a 26 de agosto de 2017

Horário: das 8h30 às 17h30

Local: Transamérica Expo Center

Endereço: Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro, São Paulo

Website: http://www.sogesp.com.br/noticias/canal-saude-mulher

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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