FIA pode impedir Aston Martin de correr no GP do Japão
A temporada 2026 da Fórmula 1 não está sendo nada fácil para a Aston Martin. O grupo chegou 'atrasado' na primeira semana de testes privados em Barcelona, apresentou problemas técnicos no Bahrein e agora, após duas corridas, os pilotos seguem infelizes com as vibrações do carro e alegam riscos à saúde.
O desconforto das atletas causado pelas vibrações do motor Honda já havia sido apontado pela Aston Martin antes do início do campeonato. Fernando Alonso afirmou que só seria capaz de pilotar por cerca de 25 voltas consecutivas, enquanto Lance Stroll disse um número ainda menor: 15 voltas.
Segurança e saúde
No GP da Austrália, o bicampeão mundial não chegou a completar a corrida, tendo apenas dois stints da etapa realizados. Do outro lado da garagem, Stroll conseguiu cruzar a linha de chegada, apesar de ter ficado 15 voltas atrás dos primeiros do grid.
Em Xangai, nenhum dos pilotos da Aston Martin terminou a etapa. O monoposto de Lance Stroll rodou ainda no início da corrida, enquanto Alonso precisou deixar a competição por estar perdendo a sensibilidade das mãos e pés.
O piloto espanhol já destacou em outras oportunidades o medo de que essas vibrações causem lesões sérias aos nervos. Por enquanto, a equipe busca uma maneira de converter a situação, mas a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) estuda obrigar a Aston Martin a não correr.
A FIA pode impedir a equipe de competir?
De acordo com o site Formula Tecnica e RacingNews365, a FIA tem estudado minuciosamente os dados de telemetria dos dois monopostos da Aston Martin para verificar as questões de saúde dos pilotos. Caso informações que afirmem que as vibrações estão afetando a segurança física de Alonso e Stroll sejam encontradas, a regulamentadora poderá intervir no caso.
Por enquanto, as possibilidades ainda não estão claras, mas caso a Aston Martin não conserte o problema antes do GP do Japão, a equipe pode ter o fim de semana limitado pela FIA.
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