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Em meio à discussão sobre delação de Vorcaro, Mendonça diz que "papel de bom juiz não é ser estrela"

20 mar 2026 - 12h48
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O ministro André Mendonça, do Supremo ‌Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira não ter a pretensão de ser uma "esperança" e que o papel de um bom juiz "não é ser estrela", em palestra nesta sexta-feira em meio ao avanço das tratativas de uma delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

"Não tenho a pretensão de ⁠ser uma esperança ou alguém diferente em algum sentido com algum dom ‌especial, não. Tenho só a expectativa de tentar fazer o certo pelos motivos certos", disse Mendonça, que é o relator do caso do ‌Master no STF.

"Acho que este é o ‌papel de um bom juiz, o papel de um bom juiz ⁠não é ser estrela", emendou ele, sob aplausos, em evento que recebeu uma homenagem da seccional do Rio de Janeiro, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

Na sua palestra, Mendonça não fez qualquer menção ao caso Master, uma investigação sobre uma das maiores fraudes bancárias do país da qual ‌se tornou relator há um mês, nem sobre o do escândalo do ‌INSS, bilionário esquema de ⁠desvio de recursos ⁠de aposentadorias, do qual também é o relator na corte.

Vorcaro foi transferido na véspera ⁠de uma penitenciária federal para a ‌Superintendência da Polícia Federal ‌em Brasília em meio às discussões sobre uma delação, segundo uma fonte a par das tratativas. A defesa do banqueiro, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal assinaram, conforme a fonte, um acordo ⁠de confidencialidade, pontapé inicial para tentar se firmar uma colaboração premiada.

Uma eventual delação do banqueiro -- preso preventivamente pela segunda vez há duas semanas em nova fase da operação da PF sobre o Master -- tem causado forte apreensão em potenciais alvos ‌do banqueiro nos Três Poderes. Pelo revelado até o momento nas investigações, ele tinha vínculos com diversas autoridades.

Pelas informações divulgadas, Vorcaro e o Master ⁠tiveram relações com familiares de ministros do STF como Alexandre de Moraes -- com um contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro -- e com Dias Toffoli -- cuja família fez negócios com um fundo de investimento ligado ao banco.

Mendonça, segundo uma segunda fonte a par das tratativas, já deu indicações de que não vai concordar com uma delação seletiva.

Vorcaro foi preso preventivamente no início de março em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele já havia sido preso inicialmente em novembro do ano passado.

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