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Família manifesta pânico após assassino de idosos fugir de instituto psiquiátrico no RS

Andrew Heger Ribas, condenado pela morte do avô e da companheira dele em Cachoeirinha, escapou do IPF dias após a Justiça determinar sua transferência para um presídio comum

17 jun 2026 - 10h53
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A família do idoso Rubem Affonso Heger, de 85 anos, e de sua companheira, Marlene dos Passos Stafford Heger, de 53 anos, vive dias de pânico e extrema apreensão no Rio Grande do Sul. O neto do casal, Andrew Heger Ribas, condenado a mais de 60 anos de prisão pelo duplo homicídio dos familiares, completou uma semana foragido do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre. De acordo com informações oficiais da Polícia Penal, a fuga ocorreu na última terça-feira (9). Embora o mandado de recaptura tenha sido expedido imediatamente no dia seguinte, o paradeiro do criminoso continua totalmente desconhecido pelas forças de segurança.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Medo da Família e o Mistério dos Corpos Ocultados

O crime que chocou o estado ocorreu no ano de 2022, no município de Cachoeirinha, na Região Metropolitana, mas o julgamento e a condenação definitiva do réu só aconteceram em agosto de 2023. Um dos pontos mais dolorosos para os parentes é que os corpos das duas vítimas nunca foram localizados pelo Setor de Homicídios. O professor de artes marciais Ruben Silveira Heger, neto de Rubem e primo do foragido, expressou abertamente o sentimento de vulnerabilidade que tomou conta da rotina familiar desde o anúncio da fuga. Ruben relatou o medo constante por si e pelos seus dependentes, relembrando a barbaridade cometida dentro da própria residência das vítimas, onde os idosos abriram as portas para o agressor antes de desaparecerem sem deixar rastros. O neto destacou que a condenação havia trazido um fechamento e um alento para o luto da família, sentimento que agora dá lugar à insegurança com o assassino solto.

Investigação sobre a Fuga e Impasse Judicial

A evasão de Andrew do complexo psiquiátrico ocorreu em um momento de transição jurídica de seu cumprimento de pena. Poucos dias antes de escapar, o Poder Judiciário havia acolhido parcialmente um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do réu, revogando a sua medida de internação no IPF e determinando que ele fosse transferido em definitivo para uma galeria de presídio comum. Diante do sumiço do detento, a Corregedoria-Geral da Polícia Penal instaurou um procedimento administrativo rigoroso para apurar as circunstâncias e possíveis falhas estruturais ou humanas que facilitaram a fuga. Em nota, a defesa do condenado afirmou ter sido pega de surpresa pelo ocorrido, enquanto a Polícia Civil e a Brigada Militar mantêm buscas integradas na tentativa de localizá-lo.

Porto Alegre 24 horas
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