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Ex-vice-prefeita suspeita de mandar matar prefeito no RN é presa no Paraguai

A ex-vice-prefeita de uma cidade no Rio Grande do Norte foi presa por ser suspeita de mandar matar prefeito

22 ago 2025 - 09h27
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A ex-vice-prefeita de João Dias, Damária Jácome, foi capturada nesta quinta-feira (21) em Ciudad del Este, no Paraguai, sob a acusação de envolvimento no assassinato do então prefeito Marcelo Oliveira (União Brasil), ocorrido em agosto do ano passado. A irmã dela, a ex-vereadora Leidiane Jácome, também foi presa, assim como Weverton Claudino Batista, apontado como responsável por intermediar a contratação dos executores e "desempenhar papel central no planejamento do crime", segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte. O caso, que chocou a pequena cidade de pouco mais de 2 mil habitantes, continua revelando um enredo marcado por rivalidades políticas e familiares.

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Foto: vice-prefeita suspeita de mandar matar prefeito no RN é presa no Paraguai / Divulgação / Contigo

As investigações apontam que a motivação do duplo homicídio estaria relacionada a disputas de poder na região. Além de Marcelo, o pai dele, Sandi Oliveira, também foi morto na emboscada durante a campanha de 2024. O crime teria sido arquitetado após uma série de conflitos envolvendo as famílias Oliveira e Jácome, ambas tradicionais na política local. O delegado Alex Wagner destacou que os parentes de Damária chegaram a acusar o prefeito de repassar informações à polícia que resultaram na prisão de um dos irmãos e na morte de outros dois em confrontos na Bahia. "Eles começaram a imputar a Marcelo, que estava entregando a localização dessas pessoas. Além de que houve a apreensão de um fuzil na cidade, que também se imputava que Marcelo teria entregue", declarou o investigador.

Consequências políticas e desdobramentos judiciais

O episódio ganhou contornos ainda mais graves com a participação de um pastor evangélico de 27 anos, preso em dezembro, acusado de ajudar a estruturar o crime. De acordo com a polícia, ele teria sugerido locais e momentos estratégicos para a execução, chegando a cogitar que a emboscada ocorresse dentro de um culto religioso frequentado por Marcelo. "A questão do pastor é que ele ajudava na logística do crime, de encontrar o melhor local pra cometer o crime, o momento mais adequado", explicou o delegado. Apesar dessa articulação, o ataque aconteceu no dia 27 de agosto de 2023, quando o prefeito visitava casas de apoiadores ao lado do pai, sendo atingido por 11 disparos e não resistindo aos ferimentos.

Com a morte de Marcelo, sua esposa, Fatinha de Marcelo, assumiu a candidatura e venceu as eleições municipais, consolidando o espaço político da família Oliveira em João Dias. O Ministério Público denunciou mais nove envolvidos ao longo deste ano, incluindo cinco acusados de atuar como mentores intelectuais do crime. Até agora, dezenas de pessoas já foram presas por participação direta ou indireta, incluindo formação de milícia. As capturas recentes de Damária e Leidiane, que estavam foragidas desde 2022, representam um avanço significativo na investigação, mas também reforçam as tensões políticas que há anos dividem a cidade.

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