Ex-padrasto é denunciado por feminicídio de adolescente de 14 anos em Encantado
MPRS acusa homem de matar Alice Levandoski Nitz após discussão por questões financeiras
O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou o ex-padrasto de Alice Levandoski Nitz, de 14 anos, pelo feminicídio da adolescente, morta em agosto em Encantado. O crime ocorreu após uma discussão financeira, na qual o acusado agrediu a jovem com um martelo e golpes de faca, impedindo sua defesa. O órgão sustentou as qualificadoras de motivo fútil e violência doméstica, solicitando o julgamento do homem pelo Tribunal do Júri e o pagamento de indenização à família da vítima.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta quarta-feira (9) o ex-padrasto de Alice Levandoski Nitz, de 14 anos, pelo feminicídio da adolescente em Encantado. O crime ocorreu em 17 de agosto deste ano e, segundo a denúncia, teria sido cometido após um desentendimento relacionado a questões financeiras.
O promotor de Justiça Heráclito Mota Barreto Neto sustenta que o assassinato ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A denúncia também aponta como qualificadoras o motivo fútil e o uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Conforme a investigação, após a discussão, o homem teria golpeado Alice na cabeça com um martelo. Na sequência, ainda segundo o MPRS, ele teria utilizado uma faca para atingir repetidamente a região cervical da adolescente. A jovem morreu no local.
A acusação afirma que Alice estava desarmada e foi surpreendida dentro de um ambiente fechado, sem condições de reagir ou se defender de maneira eficaz. Depois do crime, o denunciado teria contado a familiares que havia matado a adolescente e deixado o local antes da chegada da Brigada Militar.
Alice convivia com o ex-padrasto desde a infância. A investigação reuniu elementos que, na avaliação do Ministério Público, sustentam a acusação apresentada à Justiça.
MPRS pede julgamento pelo Tribunal do Júri
Além da condenação, o Ministério Público solicitou que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri. O órgão também pediu que seja estabelecido um valor mínimo de indenização pelos danos causados aos familiares da adolescente.
Segundo o promotor Heráclito Mota Barreto Neto, a denúncia foi apresentada com base nas provas reunidas durante a investigação e o MPRS continuará acompanhando o processo. A partir de agora, a Justiça deverá analisar a acusação e os elementos apresentados pelo Ministério Público.
O denunciado é considerado acusado, e a responsabilidade criminal deverá ser definida ao longo do processo judicial.
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