Ex-nadadora pernambucana Joanna Maranhão revela xenofobia contra o filho de 6 anos na Alemanha
A ex-nadadora pernambucana Joanna Maranhão relatou um episódio de xenofobia envolvendo o filho, de 6 anos, durante a rotina escolar da família na Alemanha.
A ex-nadadora pernambucana Joanna Maranhão relatou ter passado um episódio de xenofobia envolvendo o filho Caetano, de 6 anos, durante a rotina escolar da família na Alemanha.
Em entrevista à BBC News Brasil, a pernambucana contou que o menino chegou em casa abalado após ouvir de um colega da escola que seus pais poderiam ser deportados pela polícia.
Segundo Joanna, a criança ficou assustada sem compreender exatamente o significado das palavras usadas pelo colega, mas entendendo que algo ruim poderia acontecer com a família.
"Ele não tem noção de imigração, fronteira e política. Não é para ser uma realidade na vida de uma criança de 6 anos", afirmou a ex-atleta.
O caso aconteceu na escola onde Caetano cursa o primeiro ano do ensino primário. Após o relato do filho, Joanna procurou imediatamente a direção da instituição para informar o ocorrido.
A direção da escola
De acordo com ela, a escola se comprometeu a conversar com os alunos sobre respeito, diversidade e convivência, além de reforçar ações de combate à xenofobia e ao racismo no ambiente escolar.
Apesar da situação, Joanna disse acreditar no papel da educação para impedir que discursos de intolerância sejam normalizados entre crianças.
"A escola é o ambiente que pode salvar e resgatar essa criança de não se tornar um pequeno nazista", declarou.
A ex-nadadora também contou que enfrentou dificuldade para explicar ao filho temas como deportação e xenofobia, considerados complexos até mesmo para muitos adultos.
Segundo ela, foi necessário tranquilizar o menino e reforçar que a família vive legalmente no país europeu, com toda a documentação regularizada.
"Eu confesso que me faltou vocabulário para falar disso. Eu não estava preparada para ter essa conversa com ele", disse.
A atleta
Natural de Recife, Joanna Maranhão construiu uma das trajetórias mais conhecidas da natação brasileira. Ao longo da carreira, representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos e conquistou destaque internacional ainda muito jovem.
Fora das piscinas, ela também se tornou referência em debates sobre proteção à infância e combate à violência sexual após denunciar, em 2008, abusos sofridos durante a infância.
Atualmente, Joanna integra a Sport & Rights Alliance, entidade voltada à defesa dos direitos humanos no esporte mundial.
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