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'Evitar atividades intensas' é essencial para prevenir riscos do hematoma, alerta neurocirurgião sobre Lula

10 dez 2024 - 17h37
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi submetido, na madrugada desta terça-feira (10), a uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma intracraniano de aproximadamente três centímetros. O procedimento ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após o presidente relatar intensas dores de cabeça. Exames de imagem detectaram uma hemorragia intracraniana, consequência de uma queda doméstica sofrida em outubro.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Em entrevista exclusiva à Perfil Brasil o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, especialista em doenças cerebrovasculares, afirmou que é fundamental que o presidente adote medidas específicas durante o período de recuperação. "Ele tem que guardar repouso. Então, nos próximos 20 a 30 dias, deve ficar mais tranquilo, evitar atividades muito intensas, realmente diminuir a função dele como presidente, assim, na questão de viagens, coisas mais estressantes", aponta.

O hematoma subdural crônico, condição que acometeu o presidente, é um sangramento comum em idosos, geralmente manifestado entre 20 e 45 dias após um trauma. "Ele é um sangramento que não ocorre dentro do cérebro, mas fora dele. Chama-se subdural e está entre o cérebro e uma membrana chamada dura-máter". Dr. Espíndola esclarece que, após uma queda, pequenos sangramentos ocorrem de forma lenta, permitindo que o paciente se adapte até que o acúmulo de sangue atinja um volume significativo, ocasionando sintomas como dor de cabeça.

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Quais cuidados são necessários após a drenagem de um hematoma intracraniano?

O tratamento padrão para hematomas subdurais crônicos envolve a drenagem cirúrgica do sangue acumulado. "Nós temos duas cirurgias hoje disponíveis. Em hematomas muito grandes a gente tem que fazer uma drenagem desse hematoma que é feito com a trepanação, que é uma craniotomia muito pequena". Nesse procedimento, um pequeno orifício é feito no crânio para permitir a drenagem do líquido, com a inserção de um dreno que permanece por 24 a 48 horas. Alternativamente, há a embolização, técnica mais recente indicada para pacientes que utilizam anticoagulantes ou apresentam recidiva do hematoma. No caso do presidente, optou-se pela drenagem cirúrgica, procedimento de baixo risco que, geralmente, resulta em uma recuperação tranquila.

Dr. Espíndola destaca que, embora a cirurgia seja eficaz, há uma taxa de recidiva associada à própria natureza do hematoma subdural crônico. "O que ele deve fazer agora é monitorar, acompanhar com o cirurgião assistente dele, verificar como será a evolução clínica, fazer exames de imagem de controle para observar a regressão do hematoma e se ele pode voltar ou não".

Atualmente, Lula encontra-se estável, consciente e em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A previsão é de que ele permaneça na UTI por 48 horas, com retorno a Brasília estimado para a próxima semana, caso a recuperação prossiga sem intercorrências.

Perfil Brasil
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