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EUA mandam ICE para Olimpíada na Itália e causam indignação

30 jan 2026 - 08h31
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Prefeito de Milão chamou Serviço de Imigração americano de "milícia que mata". Delegação dos Estados Unidos será chefiada por JD Vance e Marco Rubio.A presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Inverno da Itália , entre 6 e 22 de fevereiro, gerou fortes reações no país europeu.

Membros da força de segurança utilizada por Donald Trump para deportações de imigrantes em território americano acompanharão a delegação dos EUA, que será chefiada pelo vice-presidente, JD Vance, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

Partidos de oposição ao governo da premiê Giorgia Meloni e centrais sindicais convocaram para este sábado (06/01) um protesto em Milão, uma das sedes do evento. Fortes críticas à presença do ICE no país vieram do prefeito milanês, Giuseppe Sala (Partido Verde), que chamou o serviço de imigração de Trump de "milícia que mata".

"Os Jogos Olímpicos são um momento de paz e fraternidade", disse Sala. "E estamos deixando entrar essa milícia, que mata nos Estados Unidos, que entra nas casas sem qualquer autorização. Essa é uma contradição que não eu não posso aceitar", completou o prefeito de Milão.

A presença do ICE na Itália durante os Jogos Olímpicos foi confirmada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos nessa terça-feira (27/01). Países que participam do evento estão autorizados a levar suas próprias equipes de segurança.

Agentes do Serviço de Imigração têm sido alvo de duras críticas nos Estados Unidos por aplicarem a política de repressão à imigração do presidente Donald Trump, aliado próximo de Meloni. No último sábado, o americano Alex Pretti foi morto, em Minneapolis, por disparos de agentes do ICE, o que vem motivando uma série de protestos por várias cidades dos EUA.

Papel "estritamente consultivo"

O embaixador dos EUA na Itália, Tilman J. Fertitta, e o ministro do Interior italiano, Antonio Tajani, tentaram minimizar a situação.

Segundo o americano, o papel dos funcionários do ICE durante os Jogos Olímpicos será "estritamente consultivo e baseado em inteligência, sem envolvimento em patrulhamento ou fiscalização", escreveu ele no X.

Já o ministro italiano indicou que o ICE mandará três funcionários ao país, que só trabalharão em escritórios diplomáticos do EUA, como o Consulado de Milão, e não "estarão nas ruas" durante o evento.

"Todas as operações de segurança em território italiano permanecem, como sempre, sob a responsabilidade e direção exclusivas das autoridades italianas", divulgou o Ministério do Interior.

Operação de segurança

Após a repercussão da presença do ICE, o governo italiano divulgou, nessa quinta-feira (29/01), o plano de segurança para os Jogos Olímpicos de Inverno no país, enfatizando que manterá o comando de todas as operações. O evento, que será dividido entre duas sedes principais - Milão e Cortina d'Ampezzo - contará com a patrulha de cerca de 6 mil policiais, além de uma sala de segurança cibernética que funcionará 24 horas por dia.

Cerca de 3.500 atletas participarão do evento, que acontecerá de 6 a 22 de fevereiro, com o governo esperando cerca de 2 milhões de visitantes, incluindo 60 mil para a cerimônia de abertura no estádio San Siro, em Milão, em 6 de fevereiro. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, são esperados para a festa.

Para a mesma data, a União Sindical de Base, uma das maiores centrais de trabalhadores da Itália, convocou uma manifestação contra a presença do governo americano e do Serviço de Imigração do país, com o lema "Fora ICE".

Emanuele Ingria, funcionária de recursos humanos em Milão, disse à Reuters que está "muito preocupada" com a perspectiva de agentes do ICE operarem na Itália."Não acho que seja isso que precisamos hoje", acrescentou. "Especialmente considerando o que está acontecendo lá (nos Estados Unidos)... É realmente uma milícia, não gosto disso."

fcl/cn (Reuters, AFP, dpa, EFE, ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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