EUA dizem que trégua permanece apesar de tensões no Golfo
Estados Unidos e Irã registraram novos ataques por controle de Ormuz em meio ao cessar-fogo. Teerã nega ter mirado países vizinhos. Acompanhe o conflito.
Irã nega ter atacado países vizinhos
EUA dizem que trégua se mantém apesar de ataque
Líderes europeus condenam ataques aos Emirados Árabes Unidos
Relatos de ataques do Irã e dos EUA ameaçam cessar-fogo
EUA dizem ter destruído seis embarcações do Irã, Teerã nega
Emirados Árabes afirmam ter interceptado mísseis iranianos
Incêndio é registrado em zona petrolífera dos Emirados
Irã afirma ter feito disparos contra navio de guerra dos EUA em Ormuz, americanos negam
Irã estuda resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos para pôr fim à guerra
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Irã nega ter atacado os Emirados Árabes nesta semana
O Irã negou nesta terça‑feira (05/05) ter atacado os Emirados Árabes Unidos (EAU) nos últimos dias, horas depois de o país do Golfo relatar uma segunda rodada de ataques iranianos com mísseis e drones.
Os disparos foram os primeiros contra os Emirados desde que o cessar‑fogo entre Irã e Estados Unidos entrou em vigor no mês passado. Um dos projéteis teria atingido um importante terminal de transporte de petróleo na segunda‑feira, provocando um incêndio.
Apesar de negar responsabilidade, o comando militar iraniano Khatam al‑Anbiya afirmou em comunicado que os Emirados sofreriam uma "resposta esmagadora" caso realizassem alguma ação militar contra o Irã.
Os EAU são um dos principais aliados dos Estados Unidos e um país árabe com laços com Israel. Sua infraestrutura petrolífera e a proximidade geográfica com o Irã fizeram do país um dos principais alvos de ataques iranianos desde o início da guerra.
gq (DW)
Cessar fogo com Irã "não terminou", diz Hegseth
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (05/05) que o cessar-fogo com Teerã não havia terminado, apesar das escaramuças entre os Estados Unidos e o Irã no Golfo Pérsico em meio à disputa sobre o controle do Estreito de Ormuz.
Hegseth disse que os EUA haviam garantido com sucesso uma rota através do estreito e que centenas de navios comerciais estavam se preparando para atravessar, enquanto Washington busca romper o bloqueio que o Irã exerce em uma das principais vias do transporte marítimo mundial desde o início do conflito, em fevereiro.
"Sabemos que os iranianos estão constrangidos com esse fato. Eles disseram que controlam o estreito. Não controlam", disse Hegseth em coletiva de imprensa no Pentágono.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou o Omã nesta segunda-feira e realizou três ataques contra os Emirados Árabes Unidos (EAU), antes de acrescentar que, pelo menos até o momento, a situação estava "mais tranquila".
Caine disse que desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou nove vezes contra embarcações comerciais e apreendeu dois navios de transporte de contêineres, e acrescentou que os iranianos atacaram as forças americanas mais de dez vezes.
Os ataques, no entanto, ficaram "abaixo do limite necessário para reiniciar grandes operações de combate neste momento", afirmou o general.
"Projeto Liberdade"
Questionado se o cessar-fogo com o Irã ainda estava em vigor, Hegseth disse que a trégua não acabou. "Dissemos que nos defenderíamos e nos defenderíamos agressivamente, e absolutamente o fizemos. O Irã sabe disso e, em última análise, o presidente [Donald Trump] pode decidir se algo escalar para uma violação do cessar-fogo", disse.
As Forças Armadas dos EUA afirmam ter afundado seis embarcações iranianas e interceptado mísseis de cruzeiro e drones iranianos, após Trump enviar a Marinha para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz em uma operação iniciada um dia antes, denominada Projeto Liberdade.
Diversos navios mercantes no Golfo relataram explosões ou incêndios nesta segunda-feira, no primeiro dia da operação.
rc (Reuters, AFP)
Pentágono: Irã atacou EUA mais de dez vezes durante cessar-fogo
O Irã realizou mais de dez ataques contra forças dos Estados Unidos desde o início do cessar-fogo, há quase um mês, afirmou nesta terça-feira o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
A frágil trégua entrou em vigor em 8 de abril. Neste período, as forças iranianas teriam usado mísseis de cruzeiro, drones e lanchas rápidas contra tropas americanas que atuam para restaurar a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz.
O Irã também disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres, segundo Caine.
A mais alta autoridade militar dos EUA, ele descreveu os incidentes como ações que permanecem "abaixo do limiar de retomada de grandes operações de combate neste momento". Helicópteros de ataque dos EUA repeliram com sucesso as investidas, acrescentou.
"Até agora, o dia de hoje está mais tranquilo", disse.
Na segunda-feira, o Irã lançou também um ataque contra Omã e três contra os Emirados Árabes Unidos.
O Irã, por sua vez, acusa os EUA de violarem o cessar-fogo com os esforços para liberar o Estreito de Ormuz.
A rota marítima, que liga o Golfo ao mar aberto, é uma artéria crucial para o comércio global de petróleo, e seu fechamento de fato em meio à guerra tem provocado perturbações nos mercados de energia em todo o mundo.
Os ataques iranianos na região deixaram cerca de 22,5 mil pessoas retidas a bordo de mais de 1,5 mil embarcações comerciais no Golfo, segundo Caine.
As forças dos EUA estabeleceram uma zona de segurança ampliada na parte sul do estreito, próxima a Omã, segundo o Pentágono. Unidades terrestres, navais e aéreas americanas estariam protegendo a área para dissuadir novos ataques iranianos contra o transporte marítimo comercial.
Até o momento, são conhecidas apenas duas embarcações civis, ambas navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos, que atravessaram o estreito, através do corredor que os EUA dizem ter criado.
ht (DPA, AP)
Irã afirma que 5 civis morreram em ataque dos EUA contra duas embarcações
Os militares do Irã acusaram nesta terça-feira (05/05)os Estados Unidos de serem responsáveis pela morte de cinco civis num ataque contra dois cargueiros na costa de Omã, após Washington afirmar ter destruído lanchas rápidas iranianas.
Uma fonte militar iraniana, citada pela agência de notícias estatal Tasnim, relatou que, "após a falsa afirmação do Exército americano" sobre a destruição de lanchas rápidas iranianas, foram realizadas investigações com fontes locais e concluiu-se que nenhum navio de combate da Guarda Revolucionária Islâmica teria sido atingido.
A mesma fonte assegurou que dois pequenos cargueiros com civis a bordo, que navegavam de Khasab, na costa de Omã, em direção ao litoral iraniano, foram atacados pelos EUA, resultando em cinco mortos, que o meio de comunicação afirma serem civis e não militares.
Na segunda-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou ter facilitado o trânsito de dois navios mercantes pelo Estreito de Ormuz, no âmbito da operação anunciada para escoltar navios por esta via, e ter destruído seis lanchas rápidas iranianas que, segundo asseguraram, tentaram impedir sua passagem.
as (Efe)
Líderes europeus condenam ataques aos Emirados Árabes Unidos
O chanceler alemão, Friedrich Merz, instou o Irã a retornar às negociações de paz após os Emirados Árabes Unidos (EAU) acusarem Teerã de lançar ataques com mísseis e drones contra um de seus portos.
O Ministério da Defesa dos EAU afirmou que suas defesas aéreas interceptaram um total de 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones nos primeiros ataques iranianos contra o país desde o início do cessar-fogo, há quase quatro semanas.
"Teerã deve retornar à mesa de negociações e parar de manter a região e o mundo como reféns: o bloqueio do Estreito de Ormuz deve terminar", escreveu Merz em mensagem divulgada nesta segunda-feira (04/05) nas redes sociais. "Condenamos veementemente esses ataques. Nossa solidariedade está com o povo dos Emirados Árabes Unidos e com nossos parceiros na região."
Merz também reiterou sua posição de que "Teerã não deve adquirir uma arma nuclear" e alertou que "não deve haver mais ameaças ou ataques contra nossos parceiros".
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também pediu a redução das tensões no Oriente Médio. "O Reino Unido condena os ataques com drones e mísseis contra os Emirados Árabes Unidos", disse o premiê. "A escalada deve cessar. O Irã precisa se engajar de forma significativa em negociações para garantir que o cessar-fogo no Oriente Médio seja duradouro e que uma solução diplomática de longo prazo seja alcançada."
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os ataques iranianos contra infraestruturas civis nos Emirados Árabes Unidos são "injustificados e inaceitáveis"
rc (DW)
Ataques do Irã e dos EUA ameaçam cessar-fogo no Oriente Médio
A frágil trégua no Oriente Médio estava sob ameaça nesta terça-feira (05/04), após os Estados Unidos e o Irã lançarem novos ataques em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.
As Forças Armadas americanas anunciaram nesta segunda-feira a destruição de seis embarcações iranianas, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, enviar a Marinha para escoltar petroleiros pelo estreito em uma campanha que ele chamou de Projeto Liberdade.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em publicação nas redes sociais nesta terça-feira que a segurança do tráfego marítimo estava ameaçada, acusando os EUA e seus aliados de violarem o cessar-fogo iniciado há quase quatro semanas.
Vários navios mercantes na região do Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios nesta segunda-feira. O Estreito de Ormuz, uma via essencial para o abastecimento global de petróleo, fertilizantes e outras commodities, está praticamente fechado desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram nesta segunda-feira que ataques iranianos com drones e mísseis causaram um incêndio no porto petrolífero de Fujairah. O país afirmou que os ataques iranianos representam uma grave escalada no conflito e que se reserva o direito de reagira às agressões.
Fujairah está localizada fora do estreito, sendo uma das poucas rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio que não exigem a passagem pelo Estreito de Ormuz.
As autoridades iranianas divulgaram um mapa do que afirmaram ser uma área marítima expandida sob seu controle, que se estende muito além do estreito, incluindo longos trechos do litoral dos Emirados Árabes Unidos.
Teerã não confirma ataques
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, disse que os eventos desta segunda-feira mostram que não há solução militar para a crise. Ele afirmou que as negociações de paz estavam progredindo com a mediação do Paquistão e alertou os EUA e os Emirados Árabes Unidos para o risco de se envolverem em um "atoleiro".
Teerã, no entanto, não confirmou nem negou os ataques aos Emirados Árabes Unidos. A emissora de televisão estatal iraniana citou um oficial militar dizendo que o Irã "não tinha planos" de atacar o país ou qualquer um de seus campos de petróleo.
"O incidente resultou do aventureirismo militar dos EUA para criar uma passagem ilegal", disse o oficial, que não foi identificado pela emissora.
O Irã também afirmou nesta segunda-feira ter disparado contra um navio de guerra dos EUA que se aproximava do estreito, forçando a embarcação a recuar. Autoridades iranianas descreveram posteriormente o disparo como tiros de advertência.
rc (Reuters, DW)
Países registram ataques no Golfo em meio ao cessar-fogo
As tensões no Golfo voltaram a escalar pela primeira vez em quase quatro semanas de cessar-fogo na guerra entre os EUA e o Irã. Nesta segunda-feira (04/05), os Emirados Árabes Unidos relataram que suas defesas aéreas interceptaram ao menos 12 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e quatro drones iranianos. Moradores de várias regiões foram orientados a procurar abrigo.
Segundo a agência de notícias alemã dpa, o Irã confirmou um ataque a instalações de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, em reação ao que descreve como uma "passagem ilegal" de navios de guerra dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter lançado uma operação para garantir o tráfego marítimo na região, com contratorpedeiros navais entrando no Golfo e dois navios comerciais de bandeira americana deixando a área.
Também na segunda-feira, os Estados Unidos disseram ter afundado seis pequenos barcos iranianos, o que Teerã nega. Trump afirma que a ação ocorreu após suposta ofensiva contra dois navios neutros no conflito, incluindo um cargueiro sul-coreano.
A Guarda Revolucionária do Irã ainda afirmou ter disparado vários mísseis como advertência contra navios de guerra americanos operando ao largo da costa sul, enquanto a mídia iraniana informou que dois mísseis teriam atingido uma embarcação dos EUA — alegação negada por Washington.
Os Emirados Árabes Unidos também relataram um ataque separado com drone iraniano a um petroleiro operado pela estatal de energia ADNOC, sem registro de vítimas.
Já a Coreia do Sul analisa relatos de que uma embarcação ligada a uma empresa de navegação sul-coreana havia sido atacada na região.
Em Omã um prédio residencial em Bukha foi atingido e trabalhadores estrangeiros ficaram feridos. Não ficou imediatamente claro quem foi o responsável.
As negociações entre Irã e Estados Unidos para transformar a trégua, iniciada em 8 de abril, em um acordo permanente estão paralisadas, diante de divergências sobre as ambições nucleares do Irã e o controle do Estreito de Ormuz.
gq (DPA)
Trump diz que Irã pode ser "varrido da face da Terra"
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (04/05) que o Irã e suas forças serão "varridos da face da Terra" se navios americanos forem atacados no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos executam o que Trump chama de "Projeto Liberdade" para forçar a reabertura da passagem marítima. Ao longo do dia, mísseis iranianos voltaram a ser disparados em direção aos Emirados Árabes Unidos na primeira ofensiva desde o início do cessar-fogo. Dois navios cargueiros relataram explosões na região.
Trump fez a declaração à Fox News, após ser perguntado sobre os ataques de Teerã. Anteriormente, o presidente foi criticado por declarações semelhantes, quando disse, por exemplo, que uma civilização inteira morreria em seus ataques.
gq (OTS)
EUA dizem ter destruído seis embarcações iranianas; Teerã nega
As Forças Armadas dos EUA anunciaram nesta segunda-feira (04/05) a destruição de seis embarcações iranianas e a interceptação de mísseis e drones do Irã contra navios militares dos EUA e embarcações comerciais.
O Irã contestou a versão americana, negando que qualquer embarcação tenha sido destruída pelas forças dos Estados Unidos.
"A declaração dos EUA que afirma ter afundado vários navios de guerra iranianos é falsa", afirmou um responsável militar iraniano, citado pela televisão estatal.
De acordo com o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), Brad Cooper, helicópteros de ataque Apache e Seahawk visaram "seis barcos iranianos que representavam uma ameaça para a navegação comercial".
O responsável acrescentou que as forças americanas "neutralizaram eficazmente" todos os mísseis e drones disparados contra as suas unidades e contra navios civis na região.
As versões contraditórias surgem num contexto de escalada de tensão no golfo Pérsico, com ataques e operações militares a afetarem a segurança da navegação numa das principais rotas energéticas mundiais.
jps (Lusa)
Alemanha envia navio caça-minas ao Mediterrâneo
O caça‑minas FGS Fulda, da Marinha alemã, deixou o porto de Kiel, no norte da Alemanha, nesta segunda-feira (04/05) com destino ao Mediterrâneo.
A embarcação segue para um local de pré‑posicionamento avançado, para o caso de ser necessária em uma missão europeia destinada a garantir o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, após a eventual assinatura de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
A Embaixada da Alemanha nos EUA publicou um longo texto sobre o deslocamento da embarcação. Berlim busca apaziguar o presidente dos EUA, Donald Trump, após comentários do chanceler federal alemão Friedrich Merz sobre a guerra na semana passada, que levaram os EUA a retirar soldados americanos do país europeu.
Segundo a embaixada, o Fulda está sendo pré‑posicionado para poder chegar ao Golfo o mais rapidamente possível, caso seja convocado. O texto afirma que a Alemanha pode contribuir com capacidades navais de contramedidas contra minas, comando, logística e reconhecimento aéreo.
"Qualquer deslocamento exige três condições claras: um fim sustentável das hostilidades; um mandato sob o direito internacional; e autorização do Parlamento alemão (Bundestag)", afirmou a embaixada.
Outros meios navais alemães devem se juntar ao Fulda nas próximas semanas, acrescentou a representação diplomática.
gq (DW)
Trump insta Coreia do Sul a entrar na guerra
O presidente dos EUA, Donald Trump, instou a Coreia do Sul a se juntar ao conflito contra o Irã após o país asiático confirmar que teve um de seus navios mercantes atingido por uma explosão dentro do Estreito de Ormuz.
"O Irã deu alguns tiros contra nações não relacionadas no que diz respeito ao movimento de navios, o Projeto Liberdade, incluindo um navio de carga sul-coreano. Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão!", publicou Trump nas redes sociais nesta segunda-feira.
Segundo o ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, ninguém ficou ferido no incidente.
Mais cedo, a agência britânica de Operações Comerciais Marítimas (UKMTO, na sigla em inglês) relatou que dois navios foram atingidos ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, e a estatal petrolífera emiradense ADNOC disse que um de seus petroleiros vazios foi atacado por drones iranianos enquanto tentava atravessar.
O Irã voltou a disparar mísseis após os EUA anunciarem uma missão para liberar a navegação no Estreito de Ormuz.
gq (Reuters, AP)
Dois navios pegam fogo na costa dos EAU em meio a relatos de ataques iranianos
Dois navios pegaram fogo por causas desconhecidas na costa dos Emirados Árabes Unidos (EAU), em três incidentes deste tipo em menos de 24 horas no país do Golfo Pérsico, que relatou ataques iranianos pela primeira vez desde o início da trégua iniciada há quase um mês.
A agência britânica de Operações Comerciais Marítimas (UKMTO, na sigla em inglês) afirmou que houve um incêndio na casa de máquinas de um navio de carga que se encontra a 36 milhas náuticas (66 quilômetros) ao norte de Dubai.
"A causa do incêndio é desconhecida no momento", afirmou a entidade, que assinalou que "toda a tripulação encontra-se a salvo".
Por outro lado, a UKMTO disse ter recebido "informação" de outro incidente a 14 milhas náuticas (26 quilômetros) a oeste de Mina Saqr, localizada no emirado de Ras al Khaimah (costa oeste), sobre "um navio em chamas" e solicitou aos barcos nas proximidades que mantenham "uma distância segura".
Navio sul-coreano registra incêndio
A Coreia do Sul informou que um de seus navios, operado pela empresa HMM, estaria entre os atingidos por incêndios no Estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano disse que havia 24 tripulantes a bordo, mas que não houve feridos.
Segundo a pasta, o navio estava ancorado próximo aos Emirados Árabes Unido no momento do incêndio, o que sugere que era uma das embarcações que aguardavam ou esperavam autorização para atravessar a via marítima.
Isso ocorre pouco após o Ministério da Defesa dos Emirados afirmar ter interceptado sobre suas águas territoriais três mísseis de cruzeiro "procedentes do Irã", e também no mesmo dia em que Abu Dhabi denunciou um ataque "terrorista iraniano" com dois drones lançado nesta madrugada contra um navio-tanque pertencente à companhia estatal de petróleo dos Emirados, a ADNOC.
Esta é a primeira vez que os Emirados anunciam que estão respondendo a um ataque desde a entrada em vigor da trégua entre Estados Unidos e Irã em 8 de abril, um pacto que pôs fim aos ataques iranianos de retaliação pela guerra lançada por Washington e Tel Aviv em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
jps/gq (EFE/Reuters)
Preço do petróleo tem alta após incêndio em refinaria nos Emirados
O mercado de petróleo registra mais um dia de oscilações bruscas após relatos de ataques com drones nos Emirados Árabes Unidos.
O Brent ultrapassou os US$ 115 por barril pouco depois das 13h (horário de Brasília), após relatos de que o complexo petrolífero de Fujairah havia sido atacado, registrando alta de mais de 5% no dia.
Jps (ots)
Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado mísseis disparados pelo Irã
Os Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado nesta segunda-feira (04/05) três mísseis disparados do Irã sobre suas águas territoriais,
Um quarto teria caído no mar, informou o Ministério da Defesa do país do Golfo em uma publicação no Faceboo.
A notícia surge após autoridades dos Emirados Árabes Unidos terem relatado nesta segunda-feira um incêndio na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah, em decorrência do que descreveram como um ataque com drones originado no Irã.
"Esses ataques constituem uma escalada perigosa e uma transgressão inaceitável", diz um comunicado do ministério.
Jps (ots)
Tráfego marítimo em Ormuz não reage após EUA anunciarem esforços de liberação
Não houve sinais de aumento no tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (04/05), um dia após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos iniciariam esforços para liberar a navegação.
Apenas um navio-tanque entrou no Golfo de Omã, além de alguns cargueiros e uma embarcação de lançamento de cabos, segundo dados do site especializado MarineTraffic.
Por ora, predomina a falta de clareza sobre os procedimentos para uma passagem segura. A indústria naval não recebeu orientações sobre a operação dos EUA nem sobre seus objetivos, enquanto a situação geral de segurança permanecia inalterada, afirmou o Conselho Marítimo Báltico e Internacional (BIMCO, na sigla em inglês), entidade que fornece alertas de segurança ao setor.
"Sem o consentimento do Irã para permitir que navios comerciais transitem com segurança pelo Estreito de Ormuz, atualmente não está claro se a ameaça iraniana às embarcações pode ser reduzida ou neutralizada", disse Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da BIMCO.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos Estados Unidos, afirmou que o nível de ameaça à segurança marítima no estreito permanecia "crítico" e recomendou que os navegantes considerassem rotas pelas águas territoriais de Omã.
Já o Comando Central dos EUA disse que suas operações combinariam esforços diplomáticos com coordenação militar.
ht (Reuters)
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