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Política

Hugo Motta exonera assessor que interrompeu entrevista ao vivo com palavrão e pedido de reeleição de Lula

O momento da invasão ocorreu próximo ao fim do programa Estúdio I, da GloboNews

1 mai 2026 - 11h30
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Manifestante invade entrevista do deputado federal Cabo Gilberto Silva
Manifestante invade entrevista do deputado federal Cabo Gilberto Silva
Foto: Reprodução/Globoplay

O assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros foi exonerado após interromper uma entrevista ao vivo com um palavrão, na tarde de quinta-feira, 30. A decisão de exonerar o secretário parlamentar foi publicada na edição extra do "Diário Oficial da União" e assinada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

O momento da invasão ocorreu próximo ao fim do programa Estúdio I, da GloboNews, durante uma entrevista conjunta com os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, e Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na casa. Os entrevistados respondiam a perguntas referente ao veto do PL da Dosimetria. 

"Anistia é o caralho, Lula reeleito", gritou Bernardo Moreira, que é formado em gestão de políticas públicas pela Universidade de Brasília (UnB). Nas redes sociais, ele tece duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

Após a intervenção de Bernardo, o deputado federal afirmou à jornalista Elisa Clavery, da Globonews: "Olha aí! Vocês estão vendo como eles não aceitam a derrota? Eles interrompem, gritam, chorando, tudo isso dentro do parlamento. A gente faz uma entrevista série, o deputado [Lindbergh Farias (PT)] falou a opinião dele, eu ia falar a minha. A verdade dói".

O veto do presidente Lula foi derrubado nesta quinta-feira, 30, pelo Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos a favor da derrubada contra 114, além de cinco abstenções. Já no Senado Federal, 49 senadores endossaram a queda do veto, enquanto outros 24 votaram pela manutenção. 

A decisão representa uma segunda derrota em sequência ao governo federal. A discussão foi marcada por manifestações da oposição à derrota que a gestão petista sofreu no dia anterior, com a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal para ocupar o Supremo Tribunal Federal (STF), com direito a cantoria entre senadores e deputados de direita.

Agora, com a derrubada, as penas para condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos atos de 8 de janeiro de 2023 devem cair, a exemplo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, pode ter sua pena reduzida para cerca de 20 anos com a nova lei, além de reduzir o tempo em regime fechado.

Fonte: Portal Terra
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