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Estudo confirma segurança da vacina contra herpes-zóster em pacientes reumáticos

A vacina contra herpes-zóster traz alívio para pacientes com lúpus e artrite reumatoide, comprovando que a imunização não agrava as condições pré-existentes, mesmo em casos de doença ativa

22 mar 2026 - 15h24
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A vacina contra o herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, demonstrou ser uma ferramenta robusta de proteção para indivíduos com o sistema imunológico fragilizado. O estudo acompanhou 1.192 pacientes com nove diagnósticos diferentes e revelou que cerca de 90% do grupo desenvolveu anticorpos adequados após o ciclo de duas doses.

A vacina de herpes
A vacina de herpes
Foto: zóster é segura para pacientes reumáticos - Canva Fotos / Perfil Brasil

Segundo a Agência Brasil, a pesquisa é considerada a maior do mundo a avaliar de forma sistemática a segurança e a capacidade de estímulo vacinal nessa população específica. Os dados indicam que a taxa de piora clínica nos vacinados foi de 14%, um índice equivalente aos 15% observados no grupo que recebeu apenas placebo, ratificando a estabilidade do tratamento.

Eficácia contra a herpes-zóster

A titular de Reumatologia da FMUSP, Eloisa Bonfá, destaca que até mesmo pacientes com a doença em atividade puderam receber o imunizante sem apresentar retrocessos no quadro de saúde. O grupo de pacientes reumáticos relatou menos eventos adversos, como febre e dor no local da aplicação, do que o grupo de controle formado por pessoas saudáveis.

No entanto, a médica ressalta que pacientes que utilizam medicamentos específicos, como o rituximabe e o micofenolato de mofetila, apresentaram uma resposta imune inferior. Para esses casos, a especialista sugere que análises separadas e possíveis doses de reforço sejam discutidas com as equipes de saúde para garantir a proteção plena.

A prevenção contra o vírus Varicela-Zóster

O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus da catapora, que permanece latente no corpo e pode ressurgir em momentos de baixa imunidade ou envelhecimento. Para pacientes reumáticos, a infecção representa um risco elevado de complicações graves, como dores crônicas persistentes, inflamações no cérebro e até quadros sistêmicos de sepse.

A vacina recombinante, recomendada para pessoas acima de 50 anos, atua diretamente na prevenção dessas internações de alto custo e risco de morte. Ao evitar a manifestação ativa das lesões e as dores nos nervos, a imunização garante que a população mantenha sua qualidade de vida e independência funcional durante o tratamento de suas patologias

A publicação dos resultados na revista científica The Lancet Rheumatology consolida a vacina como um pilar essencial na manutenção da saúde pública para grupos vulneráveis. Além de proteger contra o vírus, a estratégia vacinal reduz a sobrecarga no sistema de saúde, uma vez que a hospitalização desses pacientes por infecções secundárias é complexa e onerosa.

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