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Entenda porque helicóptero caiu no mar da Barra da Tijuca, no Rio; passageiros sobreviveram

Aeronave fazia voo panorâmico quando precisou realizar manobra de emergência perto da areia no Rio de Janeiro

3 abr 2026 - 14h18
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Um incidente aéreo assustou banhistas e frequentadores da Zona Oeste do Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira (3). Um helicóptero, modelo Robinson 44, realizou um pouso forçado nas águas da Praia da Barra da Tijuca. O caso ocorreu especificamente entre os postos 3 e 4, atraindo a atenção de quem passava pela orla no momento do impacto. Apesar do susto e da gravidade da situação, os três ocupantes da aeronave conseguiram sair do veículo por conta própria.

Na manhã desta sexta
Na manhã desta sexta
Foto: feira (3), um helicóptero caiu na Praia da Barra da Tijuca, situada na Zona Oeste do Rio de Janeiro - Reprodução / Perfil Brasil

Manobra do piloto evita tragédia na orla

As imagens registradas logo após a queda mostram os tripulantes deixando a aeronave antes mesmo da chegada das equipes oficiais de resgate. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o grupo era composto pelo piloto e dois turistas estrangeiros. Todos receberam o primeiro suporte ainda na areia e foram liberados logo em seguida, pois não apresentavam ferimentos graves. A perícia inicial aponta que a experiência do comando foi determinante para o desfecho positivo da ocorrência.

O piloto responsável pela condução era o policial civil Adonis de Oliveira. Com vasta experiência em voos de operações especiais, ele conseguiu direcionar o helicóptero para uma área estratégica perto da arrebentação. Um surfista que presenciou o incidente relatou que o piloto direcionou a aeronave para uma área menos movimentada do mar e da areia, possivelmente para minimizar os riscos e evitar consequências mais graves. Essa decisão evitou que o acidente atingisse banhistas que aproveitavam o dia de sol na capital fluminense.

Resgate e remoção da aeronave na areia

A profundidade rasa do local, de aproximadamente dois metros, impediu que a aeronave submergisse totalmente. O helicóptero acabou tombando e ficando com os esquis voltados para cima, facilitando a visualização por quem estava na praia. Outro fator que contribuiu para a evacuação rápida foi a ausência de portas no modelo, o que permitiu que os passageiros saíssem sem dificuldades mecânicas. Militares do quartel da Barra da Tijuca foram acionados por volta das 11h20 para prestar a assistência necessária no local.

Por volta das 13h30, o trabalho de recuperação da estrutura ganhou força com o apoio de cabos e cordas. Em nota oficial sobre o ocorrido, o CBRJ informou que os guarda-vidas da região realizaram o socorro imediato das vítimas ainda no mar. O atendimento ágil garantiu que todos fossem colocados em segurança na faixa de areia da Avenida Lúcio Costa.

Investigação apura causas da queda no Rio

Agora, os órgãos competentes buscam entender o que motivou a falha técnica durante o voo panorâmico. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos já iniciou os trabalhos de campo. "Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-DEM, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)", diz a nota.

O processo de coleta de dados será rigoroso para evitar novos episódios semelhantes na região. De acordo com os protocolos da Força Aérea Brasileira, "Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação". O caso segue sob análise técnica enquanto a aeronave é periciada.

Perfil Brasil
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