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Entenda o que é a Lua Azul e por que o fenômeno recebe esse nome

Satélite não muda de cor durante o evento astronômico, que ocorre a cada dois ou três anos devido a uma diferença no calendário lunar

27 mai 2026 - 11h47
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'Lua Azul' é o termo usado para indicar a segunda Lua Cheia em um mesmo mês
'Lua Azul' é o termo usado para indicar a segunda Lua Cheia em um mesmo mês
Foto: Reprodução/@nasaartemis via Instagram / Estadão

O céu da madrugada deste domingo (31) será marcado por um fenômeno astronômico conhecido como Lua Azul. Apesar do nome popular, o satélite natural da Terra não ganhará uma coloração azulada. O termo refere-se, na verdade, a uma particularidade do calendário lunar.

O que é a Lua Azul?

O ciclo lunar tem duração média de 29,5 dias, um período ligeiramente menor do que a maioria dos meses do nosso calendário. Essa diferença faz com que, eventualmente, ocorram duas Luas Cheias dentro de um mesmo mês. Quando isso acontece, a segunda Lua Cheia do mês recebe o nome de Lua Azul.

O fenômeno é considerado raro pela agência espacial americana (Nasa) e costuma ocorrer apenas a cada dois ou três anos.

Existe também uma segunda definição para o termo, conhecida como "Lua Azul sazonal". Ela ocorre quando uma mesma estação do ano (que normalmente abriga três Luas Cheias) registra uma quarta Lua Cheia. Nesse caso, a terceira delas é chamada de Lua Azul.

De onde vem o nome?

A origem do nome não tem relação com a astronomia moderna, mas sim com antigos feriados religiosos. Segundo a Nasa, o primeiro registro do termo foi encontrado em um panfleto de 1528, que trazia a expressão em inglês arcaico "the mone is blewe".

Especialistas apontam que a palavra "blewe" pode derivar de "belewe", que significava "traidor". A Lua extra na estação acabava confundindo ou "traindo" as datas de feriados cristãos, como a Quaresma e a Páscoa.

A Lua pode realmente ficar azul?

Embora a Lua Azul do calendário não mude de cor, o satélite já foi visto em tons azulados no passado devido a condições atmosféricas extremas. Isso aconteceu em 1883, após a erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, quando as cinzas expelidas permaneceram na atmosfera e alteraram a forma como a luz era filtrada.

O mesmo efeito visual foi registrado em 1951, provocado pela fumaça de grandes incêndios florestais no oeste do Canadá, que se espalhou pela América do Norte.

Como observar neste domingo

Para acompanhar a Lua Cheia neste domingo, não é necessário o uso de telescópios ou binóculos. A recomendação é buscar um local escuro e afastado da poluição luminosa das grandes cidades. A visibilidade, no entanto, dependerá das condições meteorológicas locais, como a ausência de nuvens e o nível de umidade.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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