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Entenda a condição que faz Lívia Andrade sofrer com a "pior dor do mundo"

Apresentadora relata crise severa que atinge dentes, olhos e mandíbula; especialistas explicam por que o diagnóstico correto é o maior desafio da doença.

9 mar 2026 - 18h33
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A neuralgia do nervo trigêmeo é frequentemente descrita por especialistas e pacientes como a "pior dor do mundo", e o recente relato da apresentadora Lívia Andrade trouxe o tema à tona. Em suas redes sociais, Lívia compartilhou o drama vivido após uma crise incapacitante, detalhando como o problema afeta sua rotina. "É a pior dor que eu senti na minha vida. Dói tudo ao mesmo tempo: cabeça, próximo ao olho, todos os dentes de um lado, a mandíbula, ouvido, irradia para a garganta, um pedaço da língua e o céu da boca", desabafou a artista, evidenciando o sofrimento causado pela condição.

Lívia Andrade
Lívia Andrade
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O nervo trigêmeo é o responsável por transmitir as sensações do rosto e controlar os músculos da mastigação. Quando ocorre a neuralgia, o paciente sofre com choques elétricos súbitos e intensos, que podem durar de segundos a minutos. Esses episódios são tão severos que interrompem qualquer atividade e podem ser disparados por gatilhos simples, como um leve toque no rosto, o ato de falar, mastigar ou até mesmo a brisa de um vento frio. Estima-se que a doença atinja até 0,3% da população mundial, sendo mais prevalente em mulheres acima dos 50 anos.

Neuralgia do nervo trigêmeo: entenda a condição de Lívia Andrade

Um dos grandes desafios dessa patologia é o diagnóstico correto, já que a dor facial pode ser facilmente confundida com problemas odontológicos. O neurocirurgião Helder Picarelli, do Icesp, em depoimento ao portal g1, ressalta a importância de diferenciar a neuralgia de outras nevralgias faciais. "Uma pessoa pode apresentar dor no território do trigêmeo causada por abscesso dentário, disfunção da articulação temporomandibular, contratura muscular ou bruxismo. Nesses casos, trata-se de uma nevralgia na região, mas não necessariamente da doença específica chamada neuralgia do trigêmeo", explica o especialista. Segundo ele, o tratamento clínico com anticonvulsivantes e antidepressivos específicos costuma funcionar para a maioria, mas a cirurgia torna-se uma opção quando os remédios perdem o efeito ou causam efeitos colaterais insuportáveis.

Para quem convive com o problema, as opções cirúrgicas variam desde o isolamento do nervo por membranas sintéticas até procedimentos de radiofrequência que interrompem a condução nervosa da dor. Assim, com o tratamento adequado e a conscientização sobre a gravidade da dor, é possível devolver a qualidade de vida aos pacientes que enfrentam esse quadro extremo.

Perfil Brasil
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