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Entenda a broncopneumonia: a condição que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro à UTI

Internado em Brasília, ex-presidente enfrenta quadro de inflamação pulmonar decorrente de sequelas abdominais; especialistas explicam riscos e tratamentos da doença

25 mar 2026 - 17h03
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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, no último dia 13, para o tratamento de uma broncopneumonia. A enfermidade caracteriza-se por uma inflamação que atinge estruturas internas do pulmão, como brônquios, bronquíolos e alvéolos. Além disso, pode alcançar a pleura em casos específicos.

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Foto: presidente Jair Bolsonaro - Gustavo Moreno/STF / Perfil Brasil

O quadro clínico foi desencadeado por uma gastroparesia, condição em que o trânsito estomacal ocorre de forma mais lenta que o habitual. Devido às diversas intervenções cirúrgicas abdominais realizadas desde o atentado em 2018, a musculatura do estômago de Bolsonaro apresenta dificuldades funcionais, retendo alimentos por períodos prolongados. Esse acúmulo, potencializado por dietas pesadas antes do repouso, pode causar o refluxo do alimento até a traqueia e, consequentemente, a aspiração para os pulmões, gerando tosse e falta de ar.

Sintomas e sinais de alerta da broncopneumonia de Jair Bolsonaro

A broncopneumonia apresenta sintomas que frequentemente se confundem com outras patologias respiratórias. Entre os sinais mais comuns observados pelos médicos estão a tosse persistente (com ou sem catarro), dificuldade acentuada para respirar (dispneia) e febre alta acompanhada de calafrios.

Em quadros mais severos, o paciente pode apresentar cianose — quando os lábios e as extremidades ganham um tom azulado devido à baixa oxigenação —, além de fraqueza generalizada e suor intenso. O cansaço extremo é um indicativo de que o sistema pulmonar está sobrecarregado pela inflamação.

Abordagem terapêutica e riscos

O tratamento da broncopneumonia é multidisciplinar e varia conforme a gravidade. Geralmente, inclui o uso de anti-inflamatórios para reduzir a irritação pulmonar e antibióticos, caso a origem seja bacteriana. Medicamentos para controle de sintomas e fisioterapia respiratória também são fundamentais para a recuperação da capacidade pulmonar.

Por ser uma condição que pode evoluir rapidamente, a internação hospitalar é necessária em casos críticos. Se não for tratada adequadamente, a inflamação pode levar a complicações graves e ao risco de morte, exigindo monitoramento constante em ambiente de terapia intensiva.

Perfil Brasil
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