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Energia mais cara impulsiona alta da inflação na Alemanha

12 ago 2026 - 13h26
(atualizado às 13h35)
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Conflito no Golfo encareceu os combustíveis, enquanto seca no Reno e calor extremo pressionam a indústria; inflação na Alemanha subiu de 2,3% para 2,8% em julho.A inflação na Alemanha bateu 2,8% em julho, em comparação a 2,3% no mês anterior, puxada por uma forte alta dos preços da energia. O salto se deu após o fim de um programa de redução temporária dos impostos sobre os combustíveis, disse nesta quarta-feira (12/08) o Departamento Federal de Estatísticas.

Fim de programa de redução temporária dos impostos sobre combustíveis está por trás da alta da inflação na Alemanha
Fim de programa de redução temporária dos impostos sobre combustíveis está por trás da alta da inflação na Alemanha
Foto: DW / Deutsche Welle

"Os preços da energia continuaram a subir acima da média e permaneceram como o principal fator impulsionador da inflação", afirmou Ruth Brand, presidente do departamento. Os estatísticos do órgão calcularam que, para o bolso do consumidor, o aumento dos preços foi de 0,8% entre junho e julho.

Para os especialistas, a inflação poderá aumentar ainda mais nos próximos meses. O conflito entre Estados Unidos e Irãcontinua sem solução, e as esperanças de reabertura do Estreito de Ormuz foram frustradas, ao menos por enquanto, o que tende a aumentar o preço dos combustíveis.

A hidrovia estratégica para o comércio global depetróleo e gás está praticamente bloqueada desde que começou a guerra EUA-Israel-Irã no fim de fevereiro. Uma economia como a da Alemanha, fortemente dependente da importação de matérias-primas, sente o impacto de forma particularmente aguda.

Aumento dos custos para empresas

Em maio e junho, o governo havia reduzido a pressão inflacionária com um corte de pouco menos de 0,17 euro (R$ 1,02) por litro nos impostos sobre gasolina e diesel. Em abril, o choque nos preços do petróleo levara o índice a 2,9%, o maior nível desde janeiro de 2024.

Mas, em julho, os consumidores pagaram 8,3% mais por combustíveis e aquecimento do que no mesmo mês do ano anterior, ante uma alta de apenas 3,4% registrada em junho. Preços da gasolina acima de 2 euros (R$ 11,98) por litro voltaram a ser a regra nos postos em todo o país.

As condições de seca podem elevar os preços dos combustíveis ainda mais em algumas regiões. Os baixos níveis de água em importantes rotas de transporte, como o rio Reno, estão aumentando significativamente os custos logísticos para combustíveis e determinados produtos intermediários.

Se a energia não ficar mais barata em breve, os preços dos alimentos também poderão acelerar. Transporte, refrigeração e armazenagem estão mais caros atualmente, e economistas esperam que esse aumento seja repassado aos consumidores nos supermercados. Além disso, ondas de calor e seca estão afetando a agricultura e podem reduzir as colheitas.

Caso a inflação suba de forma muito acentuada, o Banco Central Europeu (BCE) poderá de novo elevar a taxa básica de juros. Em junho, já ocorreu o primeiro aumento em três anos.

ht/le (dpa, ots)

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