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Witzel estava ao lado de políticos do PSL que rasgaram homenagem a Marielle

O ex-juiz participava participava de ato de campanha em Petrópolis quando a placa foi quebrada

8 out 2018
15h29
atualizado às 15h34
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O candidato do PSC ao governo do estado do Rio, Wilson Witzel, participou de um ato de campanha em Petrópolis, na Região Serrana, no último dia 30, em que o então candidato a deputado estadual, Rodrigo Amorim (PSL) quebrou uma placa de homenagem a Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada em março. Witzel aparece em vídeo e foto do evento ao lado de Amorim e do então também candidato a deputado federal Daniel Silveira (PSL). Amorim e Silveira exibem a placa em pedaços enquanto Witzel discursa.

Em nota oficial, a assessoria do candidato informou que "Wilson Witzel participava de um ato de campanha em Petrópolis quando a placa foi quebrada por outro candidato. Naquele momento, Wilson discursava sobre suas propostas de governo. Ele reitera o que já declarou outras vezes, que lamenta a morte de qualquer ser humano em circunstâncias criminosas e que as investigações de homicídio devem ser conduzidas com rigor, e assim será feito caso seja eleito, dando respostas efetivas à sociedade."

Sobre o evento, Witzel afirmou ainda: "Não falei em meu discurso sobre a placa, fui surpreendido com a sua apresentação e qualquer pessoa que venha a imputar a mim qualquer coisa relativa a ela sofrerá as sanções penais cabíveis. Qualquer questão relativa a essa placa deve ser perguntada aos deputados eleitos responsáveis."

Wilson afirmou que qualquer questão relativa à placa 'deve ser perguntada aos deputados eleitos responsáveis'
Wilson afirmou que qualquer questão relativa à placa 'deve ser perguntada aos deputados eleitos responsáveis'
Foto: Facebook/Reprodução / Estadão

Rodrigo Amorim postou foto no Facebook após destruir a homenagem a Marielle. Na postagem, ele contou que, com Daniel Silveira, quebrou ao meio a placa de nome de rua onde se lia "Rua Marielle Franco". Aliados da vereadora assassinada tinham colocado a inscrição em uma das esquinas da Cinelândia, no Centro do Rio, onde fica a Câmara dos Vereadores. Amorim foi o deputado estadual mais votado do Rio, com 140 mil votos. Silveira também se elegeu, com 31.789 votos.

Na postagem do Facebook, Amorim afirma em que, em uma "depredação do patrimônio público (os aliados de Marielle) removeram ilegalmente" a placa com o nome original da praça (Marechal Floriano), "colando uma placa fake com os dizeres 'Rua Marielle Franco' em cima da placa original". O candidato continua: "Cumprindo nosso dever cívico, removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal". E conclui: "Preparem-se, esquerdopatas: no que depender de nós, seus dias estão contados." Na mesma publicação, Amorim defende a punição dos assassinos de Marielle e reclama que a esquerda se calou diante da morte de outras pessoas e da facada desferida contra Bolsonaro.

Daniel Silveira postou também no Facebook um vídeo de um evento em Petrópolis, do qual Witzel também participa, em que os dois mostram a placa destruída. Na ocasião, Flávio Bolsonaro (PSL), eleito senador pelo Rio com mais de 4,3 milhões de votos, defendeu os correligionários que destruíram a placa. "Eles restauraram a ordem na placa que era de homenagem ao Marechal Floriano", disse.

"O PSOL acha que está acima da lei e pode mudar nome de rua na marra. Eles só tiraram a placa que estava lá ilegalmente. Se o PSOL quer homenagear Marielle, apresente um projeto de lei, proposta na prefeitura, para botar a placa, mas não pode cometer um ato ilegal como esse", disse.

Estadão
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