STF diz que não há ordem judicial para busca e apreensão em endereço relacionado a Flávio Bolsonaro
Senador deixou o país após receber ordem do STF entregar seus passaportes
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que não há operação realizada pela Polícia Federal (PF) em endereços do senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira, 28.
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"Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão", diz a nota.
Mais cedo, foi divulgado pela GloboNews e pelo Estadão que a mansão de Flávio em Brasília teria sido alvo de um mandado de busca e apreensão. Flávio Bolsonaro deixou o país nessa terça-feira, 27, depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do parlamentar.
Fuga do Brasil
Flávio Bolsonaro viajou com a esposa e as filhas para os Estados Unidos na manhã desta quarta-feira, 28. O voo saiu da Argentina, teve uma escala no Equador e seguiu com destino a Miami.
Segundo informações do site de monitoramento aéreo FlightAware, o voo decolou às 6h22, no horário de Brasília, e segue rumo aos EUA, onde está previsto para chegar ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, por volta das 10h40.
O governo dos EUA confirmou na terça-feira, 27, que emitirá vistos para Flávio e familiares e permitirá que eles entrem no país. O presidente Donald Trump afirma que houve fraude nas eleições brasileiras, sem provas. Ele também disse que aprova a ida do senador para o país norte-americano.
Investigações
Flávio Bolsonaro é investigado pelo STF em casos que envolvem suspeitas que envolvem irregularidades no financiamento de um filme sobre o ex-presidente e pai dele, Jair Bolsonaro, chamado Dark Horse. A investigação mira repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção dinematográfica.
Já a outra investigação liga Flávio Bolsonaro a um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo casas de apostas. O sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, foi quebrado, revelando e-mails que diziam que o senador foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.
Segundo o relatório da PF, há elementos que indicam vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto. A empresa foi a primeira a ser autorizada pela Loterj, do Rio de Janeiro, para realizar apostas esportivas de cota fixa no estado, como as conhecidas bets.
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