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Rio elege quatro mulheres negras amigas de Marielle Franco

Talíria Petrone é a 9.ª federal mais votada no Estado; Renata Souza, Mônica Francisco e Dani Monteiro chegam à Assembleia Legislativa

8 out 2018
18h19
atualizado às 18h34
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Ainda um mistério que desafia a polícia e inquieta o Rio, o assassinato da vereadora Marielle Franco, em março, reverberou no resultado das eleições 2018 no Estado. Quatro amigas e ex-assessoras da representante da favela da Maré vão ocupar, agora, três cadeiras na Assembleia Legislativa e uma na Câmara.

Talíria Petrone, Renata Souza, Mônica Francisco e Dani Monteiro, todas pautadas por lutas identitárias, também foram eleitas pelo PSOL - partido de Marielle e que corria o risco de não mais ter acesso ao Fundo Partidário e tempo de rádio e TV na propaganda eleitoral, o que não aconteceu.

Talíria Perone, Renata Souza, Monica Francisco e Dani Monteiro
Talíria Perone, Renata Souza, Monica Francisco e Dani Monteiro
Foto: Reprodução Instagram / Divulgação

Talíria foi a 9.ª deputada federal mais votada no Estado, somando 107.317 votos válidos, 1,39%). As ativistas Renata (63.937), Mônica (40.631) e Dani (27.982) ocuparam, respectivamente, a 9.ª, 28.ª e 48.ª posições na Assembleia. Afora a enfermeira Rejane, eleita na 39.ª colocação, as três deputadas estaduais ligadas à Marielle foram as únicas a se autodeclararem pretas.

Na Câmara, além de Talíria, somente a deputada federal Rosângela Gomes afirma-se negra. Ela foi eleita com 63.952 dos votos válidos e ficou 17ª posição.

Após fechamento das urnas, as deputadas estaduais manifestaram-se no Twitter. "Honramos a memória de Marielle Franco. Sou uma das três mulheres negras do PSOL eleita para a Alerj. Nunca mais estaremos sozinhas nos espaços de poder", afirma Renata.

"Foi só o começo de algo que a gente já começou há muito tempo, de uma nova política que tentaram silenciar e não conseguiram", pontua Dani.

Pesquisadora e socióloga, Mônica Francisco, via Instagram, comemorou sua eleição e compartilhou vídeo que comemora, também, a vitória de Erica Malunguinho, primeira mulher trans a ser eleita deputada estadual no País, com 55.223 votos válidos em São Paulo (74ª). "É felicidade que não me cabe! É representatividade que chama!", enfatiza.

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Estadão

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