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Eleição de aliados pode ajudar Paes na escolha do sucessor

Pedro Paulo foi reeleito com 162 mil votos para deputado federal, e, para a Alerj, se elegeu o ex-secretário de transportes Carlos Roberto Osório, que teve pouco mais de 70 mil votos

6 out 2014 - 12h19
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<p>Eduardo Paes tem opções para preparar o seu sucessor para as eleições de 2016</p>
Eduardo Paes tem opções para preparar o seu sucessor para as eleições de 2016
Foto: J.P.Engelbrecht / Divulgação

Praticamente em silêncio durante toda a campanha, Eduardo Paes (PMDB) saiu vitorioso das eleições 2014. Seus pupilos foram bem nas urnas. Pedro Paulo, do mesmo partido, foi reeleito com 162 mil votos para deputado federal pelo Rio. Para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), se elegeu o ex-secretário de transportes, Carlos Roberto Osório (PMDB), que teve pouco mais de 70 mil votos. Os dois, desde já, são os favoritos na linha de sucessão da prefeitura do Rio em 2016.

O segredo agora é saber quem será o escolhido por Eduardo Paes quando o prefeito entregar o cargo logo após a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio. O favorito era Rodrigo Bethlem, ex-xerife de Paes no chamado choque de ordem da cidade, que acabou fora da disputa acusado de corrupção pela ex-mulher. Ele abriu mão de sua candidatura e está sendo investigado pela Câmara dos Deputados.

<p>Ex-secretário de governo do prefeito Eduardo Paes, Bethlem foi gravado e denunciado por sua ex-mulher, a empresária Vanessa Felippe</p>
Ex-secretário de governo do prefeito Eduardo Paes, Bethlem foi gravado e denunciado por sua ex-mulher, a empresária Vanessa Felippe
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Em compensação Bethlem conseguiu eleger seu filho, Jorge Felippe Neto, como deputado estadual pelo PSD, com 55 mil votos. O eleito é neto de Jorge Felippe, presidente da Câmara Municipal do Rio e um dos mais próximos ao prefeito. E foi no reduto do avô, zona oeste do Rio, onde o rapaz venceu sua primeira eleição. 

Mas sem Rodrigo Bethlem na disputa, Pedro Paulo sai na frente das preferências. Braço direito do prefeito, o político foi eleito em 2010. Nos últimos quatro anos, porém, ele se licenciou do cargo de deputado nada mais, nada menos do que nove vezes. Sempre para assumir a Casa Civil da prefeitura. Pedro Paulo só voltava a Brasília para votar em assuntos de interesse do PMDB carioca.

O eleito para a assembleia legislativa, Osório, foi xerife do programa Choque de Ordem e secretário de Transportes em um dos momentos turbulentos da cidade, quando as obras de mobilidade deram um nó no trânsito da capital fluminense, irritando os cidadãos. Se em 2016 as obras terminarem e o trânsito da cidade melhorar, Osório pode se dar bem.

No fim da fila estaria Tiago Mohamed (PMDB), que usou e abusou da assessoria de imprensa para alardear seus feitos como “prefeitinho da Barra”, no governo de Paes. Como Paes já fez a mesma trajetória, poderia optar por Mohamed como nome de sua sucessão. Mas Mohamed decepcionou nas urnas. Teve pouco mais de 38 mil votos, quando precisaria de uns cinco mil a mais para ganhar uma vaga. Virou carta fora do baralho. 

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Fonte: Terra
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