Quem vai disputar as eleições? Candidatos começam a ser definidos em convenções partidárias a partir desta segunda-feira, 20
Partidos têm até o dia 5 de agosto para escolherem quem será lançado para concorrer pela Presidência, governos estaduais, Senado e Câmara
Chegou a hora do fim das especulações, a hora dos partidos definirem quem irá representá-los nas eleições gerais deste ano. Isso porque a partir desta segunda-feira, 20, tem início o período das convenções partidárias, quando os candidatos para a Presidência da República, governos estaduais, Senado e Câmara devem ser escolhidos e, enfim, nomeados para concorrerem ao pleito junto à Justiça Eleitoral. Entenda mais sobre.
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No Brasil, não há como concorrer a um cargo político de forma avulsa. Ou seja, é preciso que algum partido político lance o candidato para as eleições. É aí que entram as convenções partidárias: uma formalidade indispensável que, também, costuma ser um momento de grande festa nos partidos.
As convenções partidárias devem ser realizadas até o dia 5 de agosto. Nesses eventos, as siglas irão decidir quais nomes concorrerão aos cargos de governador, deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador e, também, para presidente e vice-presidente da República. Além disso, também é o momento em que é decidido quais partidos serão aliados nas disputas por meio de coligações ou federações.
Há convenções em níveis nacionais --onde é lançado o candidato à Presidência-- e, também regionais -- onde se escolhem governadores, senadores e deputados.
A nível nacional, por exemplo, a primeira grande convenção partidária, conforme o que já foi divulgado, deve ser a do Partido Liberal (PL), no próximo sábado, dia 25 de julho, para oficializar a definição candidatura do senador Flávio Bolsonaro. O encontro será em São Paulo --assim como a do Partido dos Trabalhadores (PT), que deve acontecer em 2 de agosto, para lançar Lula na corrida pela reeleição.
Todos os pré-candidatos precisam seguir uma série de requisitos para continuarem na corrida eleitoral. Como, por exemplo, precisam estar oficialmente filiados ao partido pelo qual pretendem concorrer no mínimo 6 meses antes da eleição e ter o domicílio eleitoral regularizado na região em que pretende concorrer. Questões de desincompatibilização também precisam estar em dia – afastamento de eventuais cargos no Executivo caso o político queira concorrer a novos postos.
Tudo que é decidido deve ser formalizado em ata e enviado para Justiça Eleitoral, que irá analisar a papelada e oficializar, ou não, as candidaturas. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrarem as candidaturas.
Mais do calendário das eleições de 2026
- 20 de julho a 5 de agosto - Convenções partidárias. É o momento em que os partidos escolhem, oficialmente, quem serão seus candidatos.
- 15 de agosto - Último dia para o registro de candidaturas. O prazo encerra às 19 horas, do horário de Brasília.
- 16 de agosto - Início da propaganda eleitoral – inclusive na internet, onde lives, por exemplo, só podem ser feitas por candidatos a partir desta data
- 28 de agosto a 1º de outubro - Período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, referente ao primeiro turno das eleições gerais
- 4 de outubro - Primeiro turno das Eleições 2026. Eleitores elegerão um novo presidente da República, assim como governadores, senadores, deputados federais e estaduais/distritais.
- 25 de outubro - Segundo turno das Eleições 2026, que só acontece caso nenhum candidato à presidência consiga mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. O mesmo vale para governadores, nos respectivos Estados.
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