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Bolsonaro defende Mourão após desentendimento público

Candidato do PSL à Presidência afirma que general 'é uma boa pessoa, patriota e tem bons serviços prestados'

28 set 2018
23h56
atualizado em 29/9/2018 às 09h55
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O candidato do PSL a presidente, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 28, que não se arrepende de ter escolhido o general Hamilton Mourão (PRTB) para ser vice na sua chapa nas eleições 2018, apesar das declarações polêmicas de Mourão sobre o 13.º salário e o adicional de férias.

"Não me arrependo, é uma boa pessoa, patriota e tem bons serviços prestados", disse Bolsonaro, em entrevista concedida ao jornalista Boris Casoy, da RedeTV!, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde o candidato está internado há 22 depois de ter levado uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Candidato a Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro
Candidato a Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro
Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Em palestra no Rio Grande do Sul, Mourão criticou o 13º salário e o adicional de férias. Após repercussão negativa, Bolsonaro cancelou agendas do vice e pediu para ele não dar mais declarações públicas até o fim da campanha. "É uma pessoa que precisa amadurecer um pouco no trato com a imprensa, para evitar fogo amigo", afirmou.

Líder nas pesquisas, Bolsonaro atacou o candidato petista, Fernando Haddad, que tem ficado em segundo lugar nos levantamentos de Datafolha e Ibope. "É um pau mandado do Lula. A principal meta dele é indultar Lula", disse o candidato do PSL.

O capitão da reserva também procurou minimizar o movimento de mulheres contra ele que criou a hashtag #Elenão. "O #Elesim é infinitamente maior", disse. O candidato afirmou que não acredita nos resultados das pesquisas e aposta em uma vitória no primeiro turno. "Pelo carinho que recebo, creio que a fatura será liquidada no primeiro turno", disse.

Bolsonaro declarou ainda que não quer vingança ao seu agressor, Adélio Bispo de Oliveira. "Quero a letra fria da lei", disse. "É um criminoso que tem de ser afastado da sociedade", acrescentou.

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Estadão
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