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'Mente pensando que as pessoas são bobas', diz Lula sobre Bolsonaro em Aracaju

Petista afirma que presidente 'tenta enganar' o eleitorado sobre ações promovidas nos Estados

13 out 2022 - 13h17
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O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o seu adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL), tem "mentido muito" sobre ações promovidas em diferentes regiões do País.

"O atual presidente tem mentido muito, já cheguei a Estado que ele tem distribuído panfleto que ele tem feito tal coisa, e muitas vezes ele não tem feito nada. Ele mente pensando que as pessoas são bobas e ele tenta enganar. E,u então, resolvi, desde que começou o segundo turno, a levar para cada Estado que vou, para cada cidade, os números que nós deixamos", afirmou Lula em Aracaju. Durante o seu pronunciamento, Lula ainda questionou os jornalistas se eles conheciam alguma obra concluída por Bolsonaro em Sergipe.

Em mais um aceno aos nordestinos, eleitorado no qual Bolsonaro tem tentado atrair mais votos no segundo turno, Lula voltou a dizer que essa população não pode votar no atual presidente. "Tem sido engraçado porque tenho feito atos em várias cidades de São Paulo. Quem é que tem parente e é nordestino? Quase que a totalidade das pessoas. Eu tenho dito que se vocês tiverem uma gota de sangue nordestino, vocês não podem votar em alguém que acha que vocês são menores que o restante do Brasil", reforçou.

O ex-presidente apoia em Sergipe o senador Rogério Carvalho (PT), que disputa o segundo turno na corrida pelo governo do Estado contra o candidato do PSD, Fábio Mitidieri. A campanha de Lula decidiu que o petista só visitará Estados fora do Sudeste onde há aliados no segundo turno. Na quarta-feira, ele esteve na Bahia, onde o candidato do PT, Jerônimo Rodrigues, disputa contra ACM Neto (União Brasil).

Nesta quinta-feira à tarde, ele estará em Alagoas ao lado do governador Paulo Dantas (MDB), que concorre à reeleição contra Rodrigo Cunha (União Brasil). Dantas foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suposto pagamento de fantasmas durante seu mandato como deputado estadual, em 2017.

Congresso

Lula também minimizou a composição do Congresso a partir de 2023, que será predominantemente conservador e de direita. Ele disse que, se eleito, conversará com todos os deputados independentemente do partido.

"Quando eu for conversar com deputados vou conversar independentemente do partido que ele pertence, com respeito a votação que ele teve. Um cara de direita, o voto dele não é inferior a um cara de esquerda", afirmou durante sua visita a Aracaju (SE).

Sem mencionar o Orçamento Secreto - mecanismo utilizado pelo Executivo para angariar apoio no Congresso -, o qual faz reiteradas críticas, Lula voltou a dizer que, se eleito, pretende colocar em prática o chamado "orçamento participativo". Segundo ele, esse aparato servirá para melhorar a relação do governo com a sociedade e destinar recursos em projetos considerados prioridades pela população.

"Agora fica mais fácil (o orçamento participativo) porque o mundo digital permite que faça isso (...) A gente vai elaborar o orçamento e depois a gente vai mostrar, antes de apresentar ao Congresso, ver com que através da internet, quem quiser dar palpite no orçamento, dê. E a gente vai incluir de acordo com as necessidades das pessoas", explicou.

Dívidas

O petista pretende ainda abrir diálogo com o varejo e com o sistema financeiro para propor acordos à população endividada. "Temos que negociar uma parte das dívidas que as pessoas têm com o varejo, com a Magalu, Casas Bahia, Americanas. Chamar os empresários para propor uma negociação para tirar as pessoas endividadas do Serasa", afirmou.

A proposta de renegociação de dívidas tem sido amplamente difundida pela campanha, inclusive nos horários eleitorais de TV e rádio.

Lula disse também que precisará discutir com o sistema financeiro mecanismos e condições favoráveis aos endividados. "Você pegou R$ 100, quando você vai ver tem uma quantidade de penduricalho que triplica sua dívida e você não consegue sair mais", disse o ex-presidente. Ele afirmou que negociará com a Febraban possibilidades de acordos.

Se eleito, pretende criar linhas de crédito mais baratas. "Como o crédito consignado no meu tempo. Não sei se vocês foram pedir dinheiro na Caixa Econômica ou no Banco do Brasil, mas era 1,7% ao mês, o que já é muito caro (...) Agora os outros bancos que vocês sabem cobravam 8, 9% ao mês", disse.

Estadão
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