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Haddad promete ir à Justiça por suposta disseminação paga

'Em qualquer lugar do mundo, isso poderia encerrar até com a impugnação da candidatura', disse o petista

18 out 2018
13h26
atualizado às 14h26
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Após vir à tona a informação de que empresas estariam bancando a disseminação de mensagens contra o PT nas redes sociais, o candidato à Presidência do partido nas eleições 2018, Fernando Haddad, afirmou, em coletiva de imprensa, que vai acionar todos os mecanismos judiciais para que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e os empresários supostamente envolvidos sejam punidos.

Sem citar nomes, o petista disse que "em qualquer lugar do mundo, isso seria um escândalo de proporções avassaladoras, poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com o chamada do terceiro colocada para disputar o segundo turno". O terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial foi Ciro Gomes (PDT).

Haddad prometeu entrar na Justiça após denúncia de uso irregular do WhatsApp
Haddad prometeu entrar na Justiça após denúncia de uso irregular do WhatsApp
Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press / Estadão

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira, 18, informa que empresas teriam bancado, com contratos de R$ 12 milhões, serviços de disparos de mensagens no WhatsApp contra o partido de Haddad e favorecendo Bolsonaro. Haddad disse que há indícios de outros "milhões de reais" em contratos ainda não identificados.

O petista apontou que o próprio adversário, falando por viva-voz no celular, teria pedido a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa dois, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro.

Independentemente do resultado eleitoral, Haddad afirmou que sua campanha irá rastrear os responsáveis pela suposta disseminação do conteúdo e pedirá prisão em flagrante ou prisão preventiva dos responsáveis. O petista também afirmou que irá cobrar de Bolsonaro uma reparação por eventuais informações mentirosas feitas contra ele durante o processo eleitoral. "Isso não tem prazo para acabar, vamos até às últimas consequências."

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